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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Um povo de Fé, uma Igreja de Guerra.


Fé, revolta e sacrifício são a essência da vida com Deus. Fé lembra o profeta Habacuque e sua época, em que Jerusalém estava cercada por Nabucodonosor e a destruição era eminente. Seu livro tem apenas três capítulos e começa com uma pergunta: Por quê?

E quem de nós, pelo menos uma vez na vida, também não perguntou "por quê?". Por que uma criança nasce com defeito? Por que um raio cai do céu e destrói a casa de um pobre? Por que uma bala perdida numa comunidade carente mata uma criança inocente? Por quê?

E Habacuque nas suas reflexões, no profundo do seu coração, cunhou uma sentença bela e estupenda que só podia vir de Deus: “O meu justo viverá pela sua fé”. Mas não se podia dizer.

Em um mundo injusto com tantas desigualdades, só a fé é capaz de garantir a vida. Sem ela somos atormentados por dúvidas e temores hesitantes, um sal sem sabor, uma nuvem sem água vagando pelos céus, uma onda do mar levada pelos ventos, um morto vivo.

Naturalmente a fé causa uma revolta contra isso tudo e constrói com sacrifício a vitória derradeira. Esse caminho estreito e apertado foi o que Deus traçou para o surgimento da Igreja Universal.

O bispo Macedo, quando jovem, frequentou uma igreja evangélica na Zona Sul, por cerca de dez anos. Seu desejo era pregar, mas os líderes não viam nele qualquer virtude ou talento, qualquer expressão que chamasse a atenção. Nem sequer teve a oportunidade de servir como obreiro. Dez anos não são dez dias. Outro teria desistido. Outro teria desanimado. Não ele. E a razão era a fé.

Movido pelo desejo de servir a Deus, ele e dois amigos foram para uma igreja no subúrbio. Eu era apenas um menino nessa ocasião, mas recordo que lá também o pastor fez a mesma avaliação. Passado algum tempo, consagrou os outros, mas não o bispo. Mais uma vez ele era colocado de lado, excluído, diminuído, enfrentava o preconceito, o desalento e a frustração. Outro teria desanimado. Outro teria desistido.

Um dia estava almoçando na casa da minha vó, quando ele entrou. E me permita aqui quebrar de leve o protocolo para fazer uma pequena lembrança, uma honrosa menção àquela senhora extraordinária. Um inesquecível exemplo de renúncia, dedicação e amor.
O bispo vinha avisar que deixaria o emprego para pregar o evangelho. Ele já era casado, tinha uma filha e a esposa estava grávida da segunda. Um gesto de fé extrema para quem era desacreditado por todos. Para uma família humilde como a nossa, um emprego público como o dele representava a garantia de uma vida livre do desemprego.
Ela apenas ponderou: “Não deixe de pagar o instituto, para garantir a aposentadoria quando envelhecer”.

Quando assisto essa orgia histérica dos insultos mais torpes, esse ódio neurótico, essa perseguição implacável, esse dilúvio de injurias, infâmias e calúnias contra o bispo e a igreja, que as pessoas são capazes de publicar com a mais equivocada convicção, o maior dos enganos, a tese transloucada de que ele engendrou uma fórmula para explorar os pobres, lamento com profunda amargura. Certamente não conhecem a Igreja Universal, quem somos e de onde viemos.

Pode ser que em alguma de nossas igrejas, seja no Brasil, na África, na Europa, na Ásia ou em qualquer parte do mundo, alguém, algum dia, tenha colocado sobre o altar um sacrifício tão grande quanto o dele, maior não. Ele ofereceu tudo que tinha, o próprio emprego sem qualquer garantia, sem qualquer esperança, senão por fé.

Passado um mês, nasce sua segunda filha e fui pela manhã visitá-la no hospital do IASERJ. Ela havia nascido com lábio leporino e bebês assim são magrinhos, com olheiras, rosto deformado, uma ferida aberta na boca, sem uma parte dos lábios e com uma fenda no céu da boca, o que torna impossível a amamentação, pois não conseguem fazer sucção, engasgam e padecem muito. Foram dias, meses, anos de um sofrimento atroz.

No caminho de volta, da praça da Cruz Vermelha até o Largo da Glória, caminhando ao longo da rua do Riachuelo, cada passo era uma lágrima. Como Habacuque eu perguntava: por quê? Por que um homem pobre, mas dizimista fiel, no momento supremo da sua existência, quando resolve deixar seu emprego, seu sustento, seu ganha pão, para pregar a Palavra, recebe como prêmio um castigo e dos piores, pois eu não sei se há dor maior do que um pai ir ao berçário de um hospital, apenas para ver, para constatar, que sua filha é a única enferma, a única ferida, frágil, sofrendo e chorando, enquanto as dos outros são tão bonitas.

E como sempre, nos momentos graves, minha família se reuniu na casa da minha vó. À tarde ele chega. Estava, naturalmente, muito triste, mas disse duas coisas que guardei. A primeira: “Eu vou gostar mais dela do que da outra”.

A outra, a quem se referia, era sua primeira filha, uma criança muito formosa. Não creio ser possível gostar mais de um filho que do outro, mas havia um significado mais profundo naquela expressão. Era muito mais que um pai tentando compensar, proteger ou extravasar sua dor.

Mais tarde, verifiquei que a essência daquelas palavras se refletiria no surgimento e na atuação da Igreja Universal, que é decididamente vocacionada a gostar mais daquele que sofre, do aflito e do necessitado.

E logo se começa a buscar as almas perdidas nas encruzilhadas, nas favelas, nos terreiros, nos manicômios, nas catacumbas dos vícios, na miséria das drogas, na falência dos lares destruídos. Salões, galpões, cinemas começam a encher com enfermos, pobres, desempregados, aflitos, endemoninhados em busca de alívio e libertação. O povo que andava em trevas viu uma grande luz.
A segunda coisa que disse foi: “Eu não vou ficar com raiva de Deus. Vou ficar com raiva do diabo. Agora mesmo é que eu vou invadir o inferno para resgatar as almas perdidas”.

Ali já não era mais um rapaz qualquer, obscuro e anônimo. Ali nascia um líder. Nascia também um povo capaz de enfrentar os maiores desafios, as perseguições mais duras e virulentas. Um povo de fibra e força, que não recua, que não se agacha, que não foge da luta e nem teme o sacrifício. Um povo com o olhar cravado nas promessas de Deus, para rasgar nos horizontes a perspectiva iluminada do seu destino. Um povo determinado, forjado, selado pela fé em Deus. E isso porque no momento mais difícil, mais cruel, mais duro, um justo viveu pela sua fé!

A Igreja Universal não surgiu com a deliberação de uma assembleia de homens ilustres, ou de um conselho diretor ou de uma fundação de notáveis. Nem tão pouco foi subsidiada, patrocinada, bancada por recursos do governo ou de um milionário caridoso. Essa igreja é a resposta simples, direta e fiel de um Deus que honra a fé, a revolta e o sacrifício.

A frase, “Eu não vou ficar com raiva de Deus. Eu vou ficar com raiva do diabo”, marca a revolta da fé. Se ficasse com raiva de Deus seria a rebelião, e o resultado seria um oceano de fracasso, um Himalaia de frustração. Os rebeldes culpam a Deus pelos infortúnios da vida. A rebeldia tem formas distintas e sutis de se manifestar. Alguns rebeldes afrontam os mandamentos desafiando a Deus com seus pecados e crimes. Outros manifestam uma indiferença fria e distante com as coisas de Deus, fazendo da própria vida um imenso desperdício de tempo e uma triste história de mediocridade. Há também os fariseus que são os rebeldes de igreja que conhecem a palavra, mas não a pratica.

Abraão foi revoltado quando vagava no deserto esperando a promessa, que demorava chegar. No entanto, nunca se rebelou. Moisés se revoltou com a escravidão do seu povo, como Josué se revoltou quando na terra prometida encontrou muralhas e gigantes, mas não foram rebeldes. Davi se revoltou contra as afrontas do Golias. Jó, o mais revoltado de todos, que no ápice do seu sofrimento amaldiçoou o dia em que nasceu, jamais se rebelou. Ele continua a ser, através dos tempos, o mais veemente exemplo do que um homem é capaz de suportar e vencer quando é movido por sua fé. E foi no seu sacrifício que Deus lhe restituiu sete vezes mais.

A vida do justo não é a vida do convento, do mosteiro no alto do monte ou da santidade absoluta. É a vida da fé, das lutas do dia-a-dia na planície da vida. Com suas virtudes e defeitos, injustiçado e perseguido, como ovelha entre lobos, que às vezes chora, mas sabe que será consolado, que tem sede e fome de justiça e crê que será saciado. Gente simples e humilde com todas as veras da sua alma. Que põe a mão no arado e não olha para trás, custe o que custar, doe o que doer. Que não se apequena, que não se acovarda. Filhos da fé, da revolta e do sacrifício.

Esteja certo. Deus vê/ o que você tem passado/ perseguido, injustiçado/ um sufoco desgraçado/ Deus vê/ o seu rosto amargurado/ tantos planos fracassados/ tantas noites acordado. Mas o que Deus precisa ver/ é a revolta em seu olhar/ é a vontade de lutar/ e ser abençoado. A fé vem pelo ouvir/ mas o agir pela revolta. Sem luta não há vitória/ sem obras a fé é morta. É tempo de se revoltar/ é tempo de agir a fé/ construir os nossos sonhos/ ou Deus é ou não é. É tempo de se revoltar/ é tempo de agir a fé. É tempo de Deus ver/ que covarde você não é.

Senador BP. Marcelo Crivella

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O ANALFABETO POLÍTICO


O alemão Bertold Brecht (1898-1956) foi um dos mais importantes
escritores e dramaturgos do século passado. Esta é sua poesia
mais conhecida. Em pleno 2011 ela ainda é muito atual, e é sempre
bom relembrá-la:

O ANALFABETO POLÍTICO

O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
Nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo da vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha,
Do aluguel, do sapato e do remédio
Dependem das decisões políticas.
O analfabeto político
É tão burro que se orgulha
E estufa o peito dizendo
Que odeia a política.
Não sabe o imbecil que da sua ignorância política
Nasce a prostituta, o menor abandonado,
E o pior de todos os bandidos,
Que é o político vigarista,
Pilantra, corrupto e lacaio
Dos exploradores do povo.

Deus abençoe todos abundantemente
Paulo Roldão

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

ELEIÇÕES 2010


Relatora do PLC 122/06, denominado de "Mordaça Gay" não se reelege.


A senadora Fátima Cleide, relatora do PLC 122/06, "Mordaça Gay" não se reelegeu ao Senado. Embora os líderes do movimento homossexual tenham feito aguerrida campanha em seu favor, ela obteve 16,05% dos votos, a metade do segundo colocado. Soube que a senadora buscou apresentar-se durante a campanha como defensora dos princípios cristãos, mas o povo de Rondônia não enguliu o discurso e mandou-a de volta para casa pelas posições claramente assumidas em favor da agenda gay.


Fátima Cleide colheu o que plantou. Sua derrota demonstra que o povo cristão está cada vez mais atento ao trabalho dos legisladores nas casas legislativas. Não custa lembrar que a senadora agora derrotada fez uso de todos os meios possíveis para aprovar a famigerada lei, forçando, inclusive, a sua entrada em pauta numa madrugada com a presença de poucos senadores no plenário. Queria aprová-la na calada da noite. Por pouco não conseguiu o seu intento.


Certamente a derrota de Fátima Cleide dificultará a tramitação do PLC 122/06 no Senado. Mas todos os que estamos na trincheira da resistência contrários a este projeto que é na verdade uma ditadura homossexual, não abriremos a guarda, pois os estrategistas que querem impor sobre o brasileiro o ¨delito de opinião¨, coisa inexistente como figura jurídica, buscarão outras formas para forçar a sua aprovação.

Devemos da mesma forma ficarmos atentos com nossa Câmara de Vereadores (Rio Grande/RS), onde por unanimidade o vereador do PPS Carlos Fialho Mattos "O Patola", aprovou projeto reservando no calendário municipal o dia 18 de dezembro para passeatas e comemorações do "DIA DO ORGULHO GAY"

Continuemos vigilantes
Forte abraço

Paulo Roldão
Frente Evangélica Parlamentar Gaúcha

sábado, 18 de setembro de 2010

INFELIZMENTE O INFERNO É REAL !


Vivemos numa sociedade humanista onde não existe essa coisa de certo nem errado absoluto, por isso a maioria das pessoas subestimam o conceito de inferno, dizem não ser “bem assim”.

Mas vejamos o que Deus diz a respeito disso.

- O inferno é um lugar literal. Jesus disse que " havia certo homem rico... havia também certo mendigo, chamado Lázaro" (Luc 16.19,20). Note bem que Jesus disse "havia". Isso não é uma parábola, pois Jesus deu nome aos bois. A estória relata a experiência real de dois mendigos: um mendigava nesta vida; e o outro, na próxima.

- O ensino de Jesus a respeito do inferno confirma a diferença extrema da eternidade para o justo e para o ímpio. Isso não é uma condenação da riqueza; é uma condenação de qualquer pessoa que rejeita Jesus.

- O inferno é um lugar de tormento eterno. O ímpio vai para o inferno quando morre e fica num estado consciente de tormento eterno.

- O inferno é um lugar sem misericórdia. O rico gritou no inferno, dizendo:

"tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua; porque estou atormentado nesta chama" (Luc 16.24).

- O inferno é um lugar sem escape. Jesus disse:

"E além de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós" (Luc 16.26).

Quando alguém é lançado no inferno, as orações de um milhão de santos não poderão salvá-lo.

- No inferno as pessoas terão consciência dos que estão na terra. O rico gritava:

"porque tenho cinco irmãos; para que Lázaro dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento" (Luc 16.28).

- Satanás, os anjos caídos, os demônios e todos os ímpios serão colocados no inferno eterno pela mão de Deus como julgamento, por rejeitarem a Jesus como o Filho de Deus.

- Não confundir o inferno com o lago de fogo. Nesta vida os ímpios morrem e vão para o inferno onde ficam aguardando até que sejam trazidos ao Grande Trono Branco para o julgamento final perante Deus e sentenciados ao lago de fogo.

- O inferno é um lugar onde há grande dor física. O primeiro clamor urgente termina com as palavras: "...porque estou atormentado nesta chama..." Não podemos imaginar exatamente o que isto quer dizer. Todos nós temos sentido a dor em alguma medida. Sabemos que a dor pode fazer esquecer num instante todas as belezas e alvos que temos na vida. Mas a pior dor que possamos sentir não é nada comparada à dor no inferno. A mais intensa dor que sintamos aqui na terra não é comparável à dor no inferno. Nunca o ser humano experimentou tal sofrimento, nem o imaginou. Mas Deus vai além e comenta sobre pessoas reais e como eles sentirão essa dor. Jesus não está sendo macabro; está nos dizendo a verdade. Uma reação das pessoas a tal dor é o "choro". Não podemos olhar e ficar indiferentes ao choro, é algo que nos comove. Outra reação de quem está sofrendo no inferno é "gemer". Este é um choro mais comovedor ainda, cheio de dramatismo e urgência pela libertação. Enquanto o choro atrai a nossa simpatia, o gemido choca e nos afasta, atemoriza e ofende. O gemido deles é o grito de almas que merecem compaixão, mas não a recebem. É o grito de almas procurando escape, buscando sair de feridas sem conserto ou cura, eternamente feridas. O gemido é um som tão grotesco que nem o suportamos.

Outra reação de quem está sofrendo no inferno é o "ranger de dentes". Por quê? Talvez ranjam os dentes por ira ou frustração. Nada poderá aliviar a sua situação e eles o sabem. Este ranger pode ser uma defesa ou para variar o choro e os gemidos. Poderia ser uma pausa - sem parar de sofrer - para quem está cansado de chorar. Parece que não aguenta chorar mais; porém, tem que continuar.

No inferno é choro que não pára, fogo por tudo quanto é canto, gemidos, dor até onde 0podem aguentar sem deixar de existir, e ranger de dentes. Há, ainda, "o verme que nunca morre". O fogo nunca se acaba (não consome), só atormenta e nunca morre. Já os vermes dão a idéia de carne em decomposição, se bem que aqui fala-se de almas. Algo está podre, e bem podre, no inferno.

Estando vivos ainda, os que ali moram sentem como que comidos vivos. O verme não acaba de comer a decomposição espiritual e por isso nunca morre. Um castigo romano era atar alguém a um cadáver em decomposição e ver como os vermes, saindo do corpo morto, passavam a consumir o corpo ainda em vida. Tal como para o fogo, a verdade do verme é que nunca acaba de consumir o que tem pela frente.

Mas o inferno tem outros dois aspectos, pouco considerados, que chamam a nossa curiosidade e assustam. Na terra nós temos duas propriedades físicas garantidas. Elas nos ajudam a nos manter física, mental e emocionalmente estáveis. São a luz e as superfícies sólidas. Infelizmente, estas duas comodidades não existem no inferno. O inferno é um lugar de trevas.

Imaginemos uma pessoa que acaba de entrar no inferno... Pode ser um vizinho nosso, um parente ou um amigo que trabalha conosco. Depois que a primeira sensação de dor física o ataca, ela passa seus primeiros momentos chorando, gemendo e rangendo os dentes. Pouco a pouco vai se acostumando à dor. Não que agora não a sinta mais, mas a sua capacidade tem sido alargada para aguentar mais. A dor não é tolerável, mas também não lhe tira a existência. Ainda que sinta dor, pode pensar; e logo olha ao seu redor. Mas, quanto mais olha... mais vê trevas e escuridão. Em sua vida passada aprendeu que depois de olhar por um tempo na escuridão seus olhos iam se acostumando e podia ver algo de luz. Isso lhe mostrava o que estava ao seu redor. Ele então pisca e fixa bem a atenção dos seus olhos tentando ver algo, mas acha somente trevas. São trevas que parecem grudar nele, como lhe apertando, lhe oprimindo. Vendo que as trevas não vão embora, ele tenta tocar algo, sentir algo sólido a sua volta... Procura paredes, rochas, árvores, cadeiras; estica suas pernas tentado estar quieto sobre algo sólido. Nada! Procura sentir o chão, e nada...

O inferno é um "abismo", sem fundo. O novo morador, porém, não aprende rápido. Pouco a pouco vai crescendo o pânico, chuta com as pernas e move os braços procurando algo. Mas não acha nada. Depois de muitas tentativas, pára, cansado, suspenso na escuridão. Mas não está quieto. Está sempre caindo no abismo sem fundo. Ali vai, sozinho, numa queda sem fim, inseguro pela ausência de superfícies. Incapaz de tocar um objeto sólido que transmita estabilidade. Chora... geme... range os dentes de ira. Olha para si e se acha tão cansado que não move mais uma parte de si... Seus gemidos fazem eco na escuridão, e logo se volvem débeis por tantos rugidos que há no inferno.

Enquanto o tempo parece nunca passar, de novo faz o que fez o homem rico. Ele tenta pensar. Lembra da terra, tenta achar esperança, mas a dor nem deixa que ele se concentre. Na terra, quando as coisas iam mal ele sempre achava uma saída. Se sentia dor, tomava um calmante, Tendo fome, comia. Se tinha sede, bebia. Se perdia um amor, sempre podia achar outro amor. Procura, então, achar na mente uma base para elaborar um plano que faça renascer a esperança no seu coração. Logo, pensa: "Jesus é um Deus de amor, Ele vai me tirar daqui". Começa então a gritar, com urgência: "Jesus, Jesus! Ajuda-me, me tira daqui!" Espera, respirando fundo. O som de sua voz perdeu-se nas trevas e não se ouve mais. De novo, ele tenta: "Jesus, Jesus! eu creio! me salva disto!" De novo, as trevas calam a sua voz.

Este pecador não é o único: todos os que estão no inferno acreditam agora, mas não serão salvos. Sendo milhões e milhões de pessoas, sentem-se cada um sozinho, como sendo o único habitante do inferno... Lembra-se então dos apelos, dos conselhos, tenta esquecer a dor, mas o pensamento lhe diz: Isto é para sempre!!!

Jesus usou a palavra "sempre" para falar tanto do Céu como do Inferno. "Para sempre", pensa o condenado, e sente de novo a dor. "Para sempre", fala como não acreditando. A idéia de "para sempre" se alarga, fica profunda. Uma horrível verdade aparece na sua cabeça: "quando eu tiver passado dez mil séculos de tempo aqui, ainda não terei nem um segundo a menos de castigo, nem um segundo a menos para passar aqui". Horrorizado, aprende que no inferno não existe o fator tempo e que suas lembranças estão sempre lhe dando pesadelos.

Tal como o rico pedia um pingo de água, assim também o novo morador do inferno tenta se entreter com esta simples ambição. Estando vivo, aprendeu que até as piores coisas podem ser suportadas se há algum alívio temporal. Mas vê que no inferno...

"a fumaça de seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não tem descanso algum, nem de dia nem de noite" (Apoc 14:11).

Sem descanso dia e noite, pense nisso.

A idéia de que alguém possa passar toda a eternidade sofrendo de tal forma nos impressiona fortemente... Parece que viola a sensibilidade do mais severo juiz que possa existir em nosso interior. Simplesmente não podemos suportar o fato de só dedicar mais tempo a pensar nisto.

É, amigo, mas nossos pensamentos sobre o inferno nunca serão tão cruéis como a realidade dele mesmo. Devemos entender esta verdade bíblica e ter certeza de que ela nos afeta. Talvez, olhando de perto para ela, mudemos nossa forma de ver o pecado e levemos mais a sério nossa vida cristã.

Deus abençoe abundantemente todos

Paulo Roldão

domingo, 5 de setembro de 2010

PASTORES DE ALMAS, UMA ESPÉCIE EM EXTINÇÃO!




Há pouco tempo ouvi uma história a qual compartilho com vocês. Uma irmã que hoje congrega na minha igreja (a qual, por questões obvias, não vou revelar o nome e a igreja que freqüentava), passou pela seguinte experiência:

Em um final de culto, movida por um grave problema pessoal, ela procurou o seu pastor, no desejo de abrir o coração, pedindo-lhe que a ajudasse em aconselhamento pastoral. O pastor, sem poder ouvi-la naquele momento, até porque muita gente desejava lhe falar e, principalmente, cumprimentá-lo em virtude do "maravilhoso sermão" que havia pregado, solicitou à irmã que procurasse a secretaria da igreja e agendasse um encontro.

No dia seguinte a irmã procurou a secretaria, tentando agendar o encontro pastoral; no entanto, para sua surpresa, a secretária informou que o tal pastor não teria agenda livre para os próximos cinco meses, o que impossibilitaria o seu atendimento. A moça se desesperou, implorou, pediu pelo amor de Deus, mais nada pôde ser feito. A secretária explicou que o pastor tinha já agendado muitos encontros, jantares, viagens e conferências, as quais tinham que ser priorizadas, e que o máximo que ela poderia fazer seria encaixá-la num atendimento, quatro meses depois.

A moça saiu da igreja, naquela manhã de segunda-feira, pior do que entrara; na verdade, agora ela se sentia deprimida, desvalorizada e sem perspectiva alguma de ser ajudada em seu problema. O pastor, o qual ela pensava que poderia ajudá-la, infelizmente não poderia fazê-lo.

Seis meses se passaram e a moça desiludida, bem como desesperançosa, não fora mais à igreja. Para sua tristeza, ninguém, absolutamente ninguém, a procurara, querendo saber o motivo de sua ausência. Até que um dia, o pastor da igreja da qual fazia parte, encontrou-a na instituição bancária onde ela trabalhava. Ao vê-la, o pastor não esboçou nenhum comentário quanto à sua ausência; na verdade, a única coisa que falou, é que estava correndo em virtude da grande e complexa agenda.

Não sei o que você pensa e sente ao ler essa pequena história. Entretanto, quando soube do fato, fui tomado por uma grande perplexidade que me fez questionar sobre o papel pastoral nos dias de hoje. Aonde estão os pastores do povo de Deus? Aonde estão aqueles que por amor ao Rei, largam as 99 ovelhas e vão em busca de uma que se perdeu e sofre? Sem sombra de dúvidas, vivemos uma enorme crise de pessoalidade e afetividade na relação pastor-ovelha, isso porque, alguns dos ditos pastores se tornaram mega-stars da fé, imponentes pregadores, "Apóstolos desbravadores", além de "poderosos profetas". Junta-se a isso, o fato de que as mensagens pregadas nos púlpitos têm tido por fundamento o marketismo religioso, cujo conteúdo é humanista e secularizado. Infelizmente, sou obrigado a concordar que tais pastores têm se preocupado mais com a porta de entrada, do que com a porta de saída dos seus apriscos; mais com números do que com gente. Na verdade, ouso afirmar de que vivemos numa era onde as pessoas foram definitivamente coisificadas, onde seres humanos, criados a imagem e semelhança de Deus transformaram-se em gráficos e estatísticas.

Diante desta nebulosa perspectiva, sou tomado pela imprenssão de que essa geração necessita urgentemente de pastores de almas, de gente abnegada, que se preocupe com a dor do próximo e tenha prazer em cuidar da ovelha ferida. Para tanto, torna-se indispensável remodelar e reformar os conceitos pastorais desta geração, impregnando nos novos ministros, amor, compromisso e fidelidade para com Deus e seu Reino. Além disso, julgo também que seja imprescindível de que os pastores desse tempo, sejam plenamente comprometidos com a Santa Palavra de Deus, preocupando-se com o que ela diz, tomando-a como regra, bem como modelo de fé e comportamento para o seu ministério pessoal.

Vale a pena lembrarmos daquilo que o reformador francês João Calvino costumava dizer quanto a Palavra de Deus. (1) “A Escritura é a fonte de toda a sabedoria, e os pastores devem extrair dela tudo aquilo que expõem diante do rebanho” (2) Calvino afirmava que através da exposição da Palavra de Deus, as pessoas são conduzidas a liberdade e a segurança da fé salvadora, dizia também que a verdadeira pregação, tem por objetivo abrir a porta do reino ao ouvinte, isto é, em outras palavras o que ele está a nos dizer, é que as Escrituras Sagradas, devem ser o principal instrumento na condução, consolidação e pastoreamento do povo de Deus.

No exercício de seu pastorado, Calvino dizia que a pregação pública deveria ser acompanhada por visitas pastorais. (3) Junta-se a isso o fato, de que ele sempre procurou encorajar pessoas sobrecarregadas, as quais não conseguiam encontrar consolo mediante sua própria aproximação de Deus, a procurarem seu pastor para aconselhamento particular e pessoal.

Conforme registro de um dos seus colegas pastores em Genebra, “(...) os que lhe procuravam eram recebidos com simpatia, gentileza e sensibilidade. Ele os atendia e prontamente lhes respondia as perguntas, mesmo as mais sérias delas. Sua sabedoria era demonstrada nas entrevistas particulares tanto quanto nas conversas públicas onde ele confortava os entristecidos e encorajava os abatidos...”. [4].

Calvino também acreditava que o ensino, além de ser público nos cultos, deveria ser acompanhado por orientação pessoal e aplicado às circunstâncias específicas da vida de suas ovelhas. Atendia noivos que estavam se preparando para o casamento, pais que traziam seus problemas relacionados aos seus filhos, pessoas com dúvidas ou dificuldades doutrinárias, lutas com enfermidades, ouvia confissões de pecados, e a todos ele os recebia e levava o conforto e o encorajamento necessários. [5]

Queridos irmãos, ainda que os nossos dias, sejam diferentes dos dias dos reformadores, carregamos em nosso tempo as mesmas demandas pastorais. Nossas igrejas estão cheias de indivíduos em crise, de famílias desestruturadas, além de pessoas que foram violentamente marcadas por satanás e o pecado. Ouso afirmar que neste tempo pós moderno, onde o relativismo tem mostrado as suas garras, necessitamos urgentemente de pastores preparados e capacitados, que amem a Deus acima de todas as coisas, e que se disponham a pastorear abnegadamente o rebanho de Cristo.

Que Deus tenha misericórdia de seu povo e levante pastores segundo o seu coração.

Deus abençoe todos abundantemente
Paulo Roldão

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

CRÍTICAS OU CALÚNIAS?




Estamos vivendo um período sem precedentes, uma época crítica, injusta e confusa, principalmente no meio do povo que se diz "de Deus". Acusações ferinas, críticas sem fundamento, setas que ferem o coração de quem não merece; falta de respeito e bom senso para com lideranças de Deus... Críticas que se transformam em calúnias, principalmente na TV e Internet.

A crítica pode ser uma ferramenta nas mãos de Deus, fazendo com que indivíduos centrados em si mesmos se transformem em pessoas que agem e vivem como Jesus. Quando feita por motivos corretos e com espírito adequado, a crítica pode tornar humilde um "orgulhoso" e restaurar o relacionamento de um pecador caído com Deus. Mas pode ser também uma ferramenta nas mãos do diabo, quando feita com o intuito de denegrir e ferir injustamente alguém de quem não gostamos ou não "vamos com a cara".

Existem dois tipos de crítica: a justa e a injusta. Algumas críticas são geradas por pura inveja. Considere o homem que tinha orgulho do talento do seu cachorro em buscar varinhas de madeira atiradas ao longe. Certo dia, enquanto estava na praia, o dono do cachorro encontrou um homem e disse:

- Veja isso - e atirou um pedaço de madeira em direção ao mar. O cachorro correu imediatamente, lançou-se à água e, nadando, conseguiu pegar o toco de madeira e o trouxe de volta ao seu dono. O outro, balançando a cabeça, replicou:

- Que pena. Seu cachorro não sabe mergulhar.

Fugir da crítica é mais fácil do que lidar com ela. Alguns pastores evitam o risco de serem criticados assumindo uma posição neutra em questões controversas. Políticos evitam as críticas defendendo veementemente os dois lados da questão, noutras palavras, ficando "em cima do muro". Cônjuges evitam as críticas evitando a verdade. Dizer às pessoas o que elas querem ouvir é simples. Falar a verdade nua e crua pode causar problemas e conflitos. Porém, nunca esqueçamos o seguinte:

"Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos" (Provérbios 27.6).


Críticas injustas cercaram o apóstolo Paulo. Ele foi apedrejado em Listra, fugiu de Tessalônica e foi preso em Filipos. Paulo conviveu com críticas injustas até morrer. Numa última carta a Timóteo, Paulo escreveu:

"Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; a não somente a mim, mas também a todos quanto amam a sua vinda" (2 Timóteo 4.7-8).


Quer dizer, ele não deixou que críticas infundadas destruíssem sua obra ou enfraquecessem sua fé.

Amados, a crítica nos refina para a missão estratégica de Deus. Não precisamos temer as críticas, mas, sim, pedir que Deus as use como ferramentas que nos ajudem a crescer mais na semelhança com Cristo, o mais criticado de todos.

Deus abençoe todos abundantemente
Paulo Roldão

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A ARMADURA DE DEUS




Portanto revesti-vos de toda a armadura de Deus.

Paulo disserta a respeito da armadura de Deus no cap 6 do livro de Efésios e lá faz uma comparação com a armadura do soldado romano.

Roma era o maior império da época com os melhores soldados que lutavam como se fossem um único homem, com estratégias de guerra sempre unidos, nunca lutando sozinhos e por vezes usando seus escudos para proteger o soldado do lado.

Os soldados romanos lutavam por Roma e por César, o imperador romano e estavam dispostos a morrer por isto.

No filme Gladiador, vemos o general Maximus dizendo à sua tropa que tudo que eles faziam aqui ecoaria na eternidade. Eles visavam lutar com força e honra e morriam por isto. Não apenas lutavam mas tinham ideais. Seus objetivos eram propagar Roma pois acreditavam que as nações ao redor eram obscuras e tristes e Roma era a luz.

Desta forma a armadura romana era algo que representava força e honra.

Quando Paulo cita a armadura de Deus, ele utiliza o termo grego PANOPLIAN, mesmo termo usado para a armadura romana. E quando o soldado vestia esta armadura, não era simplesmente uma armadura, mas era revestido da autoridade de César. Se alguém se levantasse contra um soldado romano, era como se estivesse se levantando contra o próprio César.

Assim também Deus nos reveste com sua autoridade. Como cristãos somos revestidos da armadura de Deus, e somos chamados a ser do exército do Senhor para sermos guerreiros Seus. E todo aquele que se levanta contra um servo do Senhor, se levanta contra o próprio Deus e quem se levantará contra o braço forte do Senhor?

Deus nos reveste com sua armadura para lutarmos contra principados e potestades. Nos dá autoridade para ir em seu nome. Reveste-nos com sua salvação, justiça, verdade, preparação do evangelho fazendo-nos também conhecer sua palavra e também batalharmos em oração.

Que sejamos revestidos com a panoplian de Deus!


Deus abençoe todos abundantemente
Paulo Roldão