quinta-feira, 30 de junho de 2011

Um povo de Fé, uma Igreja de Guerra.


Fé, revolta e sacrifício são a essência da vida com Deus. Fé lembra o profeta Habacuque e sua época, em que Jerusalém estava cercada por Nabucodonosor e a destruição era eminente. Seu livro tem apenas três capítulos e começa com uma pergunta: Por quê?

E quem de nós, pelo menos uma vez na vida, também não perguntou "por quê?". Por que uma criança nasce com defeito? Por que um raio cai do céu e destrói a casa de um pobre? Por que uma bala perdida numa comunidade carente mata uma criança inocente? Por quê?

E Habacuque nas suas reflexões, no profundo do seu coração, cunhou uma sentença bela e estupenda que só podia vir de Deus: “O meu justo viverá pela sua fé”. Mas não se podia dizer.

Em um mundo injusto com tantas desigualdades, só a fé é capaz de garantir a vida. Sem ela somos atormentados por dúvidas e temores hesitantes, um sal sem sabor, uma nuvem sem água vagando pelos céus, uma onda do mar levada pelos ventos, um morto vivo.

Naturalmente a fé causa uma revolta contra isso tudo e constrói com sacrifício a vitória derradeira. Esse caminho estreito e apertado foi o que Deus traçou para o surgimento da Igreja Universal.

O bispo Macedo, quando jovem, frequentou uma igreja evangélica na Zona Sul, por cerca de dez anos. Seu desejo era pregar, mas os líderes não viam nele qualquer virtude ou talento, qualquer expressão que chamasse a atenção. Nem sequer teve a oportunidade de servir como obreiro. Dez anos não são dez dias. Outro teria desistido. Outro teria desanimado. Não ele. E a razão era a fé.

Movido pelo desejo de servir a Deus, ele e dois amigos foram para uma igreja no subúrbio. Eu era apenas um menino nessa ocasião, mas recordo que lá também o pastor fez a mesma avaliação. Passado algum tempo, consagrou os outros, mas não o bispo. Mais uma vez ele era colocado de lado, excluído, diminuído, enfrentava o preconceito, o desalento e a frustração. Outro teria desanimado. Outro teria desistido.

Um dia estava almoçando na casa da minha vó, quando ele entrou. E me permita aqui quebrar de leve o protocolo para fazer uma pequena lembrança, uma honrosa menção àquela senhora extraordinária. Um inesquecível exemplo de renúncia, dedicação e amor.
O bispo vinha avisar que deixaria o emprego para pregar o evangelho. Ele já era casado, tinha uma filha e a esposa estava grávida da segunda. Um gesto de fé extrema para quem era desacreditado por todos. Para uma família humilde como a nossa, um emprego público como o dele representava a garantia de uma vida livre do desemprego.
Ela apenas ponderou: “Não deixe de pagar o instituto, para garantir a aposentadoria quando envelhecer”.

Quando assisto essa orgia histérica dos insultos mais torpes, esse ódio neurótico, essa perseguição implacável, esse dilúvio de injurias, infâmias e calúnias contra o bispo e a igreja, que as pessoas são capazes de publicar com a mais equivocada convicção, o maior dos enganos, a tese transloucada de que ele engendrou uma fórmula para explorar os pobres, lamento com profunda amargura. Certamente não conhecem a Igreja Universal, quem somos e de onde viemos.

Pode ser que em alguma de nossas igrejas, seja no Brasil, na África, na Europa, na Ásia ou em qualquer parte do mundo, alguém, algum dia, tenha colocado sobre o altar um sacrifício tão grande quanto o dele, maior não. Ele ofereceu tudo que tinha, o próprio emprego sem qualquer garantia, sem qualquer esperança, senão por fé.

Passado um mês, nasce sua segunda filha e fui pela manhã visitá-la no hospital do IASERJ. Ela havia nascido com lábio leporino e bebês assim são magrinhos, com olheiras, rosto deformado, uma ferida aberta na boca, sem uma parte dos lábios e com uma fenda no céu da boca, o que torna impossível a amamentação, pois não conseguem fazer sucção, engasgam e padecem muito. Foram dias, meses, anos de um sofrimento atroz.

No caminho de volta, da praça da Cruz Vermelha até o Largo da Glória, caminhando ao longo da rua do Riachuelo, cada passo era uma lágrima. Como Habacuque eu perguntava: por quê? Por que um homem pobre, mas dizimista fiel, no momento supremo da sua existência, quando resolve deixar seu emprego, seu sustento, seu ganha pão, para pregar a Palavra, recebe como prêmio um castigo e dos piores, pois eu não sei se há dor maior do que um pai ir ao berçário de um hospital, apenas para ver, para constatar, que sua filha é a única enferma, a única ferida, frágil, sofrendo e chorando, enquanto as dos outros são tão bonitas.

E como sempre, nos momentos graves, minha família se reuniu na casa da minha vó. À tarde ele chega. Estava, naturalmente, muito triste, mas disse duas coisas que guardei. A primeira: “Eu vou gostar mais dela do que da outra”.

A outra, a quem se referia, era sua primeira filha, uma criança muito formosa. Não creio ser possível gostar mais de um filho que do outro, mas havia um significado mais profundo naquela expressão. Era muito mais que um pai tentando compensar, proteger ou extravasar sua dor.

Mais tarde, verifiquei que a essência daquelas palavras se refletiria no surgimento e na atuação da Igreja Universal, que é decididamente vocacionada a gostar mais daquele que sofre, do aflito e do necessitado.

E logo se começa a buscar as almas perdidas nas encruzilhadas, nas favelas, nos terreiros, nos manicômios, nas catacumbas dos vícios, na miséria das drogas, na falência dos lares destruídos. Salões, galpões, cinemas começam a encher com enfermos, pobres, desempregados, aflitos, endemoninhados em busca de alívio e libertação. O povo que andava em trevas viu uma grande luz.
A segunda coisa que disse foi: “Eu não vou ficar com raiva de Deus. Vou ficar com raiva do diabo. Agora mesmo é que eu vou invadir o inferno para resgatar as almas perdidas”.

Ali já não era mais um rapaz qualquer, obscuro e anônimo. Ali nascia um líder. Nascia também um povo capaz de enfrentar os maiores desafios, as perseguições mais duras e virulentas. Um povo de fibra e força, que não recua, que não se agacha, que não foge da luta e nem teme o sacrifício. Um povo com o olhar cravado nas promessas de Deus, para rasgar nos horizontes a perspectiva iluminada do seu destino. Um povo determinado, forjado, selado pela fé em Deus. E isso porque no momento mais difícil, mais cruel, mais duro, um justo viveu pela sua fé!

A Igreja Universal não surgiu com a deliberação de uma assembleia de homens ilustres, ou de um conselho diretor ou de uma fundação de notáveis. Nem tão pouco foi subsidiada, patrocinada, bancada por recursos do governo ou de um milionário caridoso. Essa igreja é a resposta simples, direta e fiel de um Deus que honra a fé, a revolta e o sacrifício.

A frase, “Eu não vou ficar com raiva de Deus. Eu vou ficar com raiva do diabo”, marca a revolta da fé. Se ficasse com raiva de Deus seria a rebelião, e o resultado seria um oceano de fracasso, um Himalaia de frustração. Os rebeldes culpam a Deus pelos infortúnios da vida. A rebeldia tem formas distintas e sutis de se manifestar. Alguns rebeldes afrontam os mandamentos desafiando a Deus com seus pecados e crimes. Outros manifestam uma indiferença fria e distante com as coisas de Deus, fazendo da própria vida um imenso desperdício de tempo e uma triste história de mediocridade. Há também os fariseus que são os rebeldes de igreja que conhecem a palavra, mas não a pratica.

Abraão foi revoltado quando vagava no deserto esperando a promessa, que demorava chegar. No entanto, nunca se rebelou. Moisés se revoltou com a escravidão do seu povo, como Josué se revoltou quando na terra prometida encontrou muralhas e gigantes, mas não foram rebeldes. Davi se revoltou contra as afrontas do Golias. Jó, o mais revoltado de todos, que no ápice do seu sofrimento amaldiçoou o dia em que nasceu, jamais se rebelou. Ele continua a ser, através dos tempos, o mais veemente exemplo do que um homem é capaz de suportar e vencer quando é movido por sua fé. E foi no seu sacrifício que Deus lhe restituiu sete vezes mais.

A vida do justo não é a vida do convento, do mosteiro no alto do monte ou da santidade absoluta. É a vida da fé, das lutas do dia-a-dia na planície da vida. Com suas virtudes e defeitos, injustiçado e perseguido, como ovelha entre lobos, que às vezes chora, mas sabe que será consolado, que tem sede e fome de justiça e crê que será saciado. Gente simples e humilde com todas as veras da sua alma. Que põe a mão no arado e não olha para trás, custe o que custar, doe o que doer. Que não se apequena, que não se acovarda. Filhos da fé, da revolta e do sacrifício.

Esteja certo. Deus vê/ o que você tem passado/ perseguido, injustiçado/ um sufoco desgraçado/ Deus vê/ o seu rosto amargurado/ tantos planos fracassados/ tantas noites acordado. Mas o que Deus precisa ver/ é a revolta em seu olhar/ é a vontade de lutar/ e ser abençoado. A fé vem pelo ouvir/ mas o agir pela revolta. Sem luta não há vitória/ sem obras a fé é morta. É tempo de se revoltar/ é tempo de agir a fé/ construir os nossos sonhos/ ou Deus é ou não é. É tempo de se revoltar/ é tempo de agir a fé. É tempo de Deus ver/ que covarde você não é.

Senador BP. Marcelo Crivella

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O ANALFABETO POLÍTICO


O alemão Bertold Brecht (1898-1956) foi um dos mais importantes
escritores e dramaturgos do século passado. Esta é sua poesia
mais conhecida. Em pleno 2011 ela ainda é muito atual, e é sempre
bom relembrá-la:

O ANALFABETO POLÍTICO

O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
Nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo da vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha,
Do aluguel, do sapato e do remédio
Dependem das decisões políticas.
O analfabeto político
É tão burro que se orgulha
E estufa o peito dizendo
Que odeia a política.
Não sabe o imbecil que da sua ignorância política
Nasce a prostituta, o menor abandonado,
E o pior de todos os bandidos,
Que é o político vigarista,
Pilantra, corrupto e lacaio
Dos exploradores do povo.

Deus abençoe todos abundantemente
Paulo Roldão

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

ELEIÇÕES 2010


Relatora do PLC 122/06, denominado de "Mordaça Gay" não se reelege.


A senadora Fátima Cleide, relatora do PLC 122/06, "Mordaça Gay" não se reelegeu ao Senado. Embora os líderes do movimento homossexual tenham feito aguerrida campanha em seu favor, ela obteve 16,05% dos votos, a metade do segundo colocado. Soube que a senadora buscou apresentar-se durante a campanha como defensora dos princípios cristãos, mas o povo de Rondônia não enguliu o discurso e mandou-a de volta para casa pelas posições claramente assumidas em favor da agenda gay.


Fátima Cleide colheu o que plantou. Sua derrota demonstra que o povo cristão está cada vez mais atento ao trabalho dos legisladores nas casas legislativas. Não custa lembrar que a senadora agora derrotada fez uso de todos os meios possíveis para aprovar a famigerada lei, forçando, inclusive, a sua entrada em pauta numa madrugada com a presença de poucos senadores no plenário. Queria aprová-la na calada da noite. Por pouco não conseguiu o seu intento.


Certamente a derrota de Fátima Cleide dificultará a tramitação do PLC 122/06 no Senado. Mas todos os que estamos na trincheira da resistência contrários a este projeto que é na verdade uma ditadura homossexual, não abriremos a guarda, pois os estrategistas que querem impor sobre o brasileiro o ¨delito de opinião¨, coisa inexistente como figura jurídica, buscarão outras formas para forçar a sua aprovação.

Devemos da mesma forma ficarmos atentos com nossa Câmara de Vereadores (Rio Grande/RS), onde por unanimidade o vereador do PPS Carlos Fialho Mattos "O Patola", aprovou projeto reservando no calendário municipal o dia 18 de dezembro para passeatas e comemorações do "DIA DO ORGULHO GAY"

Continuemos vigilantes
Forte abraço

Paulo Roldão
Frente Evangélica Parlamentar Gaúcha

sábado, 18 de setembro de 2010

INFELIZMENTE O INFERNO É REAL !


Vivemos numa sociedade humanista onde não existe essa coisa de certo nem errado absoluto, por isso a maioria das pessoas subestimam o conceito de inferno, dizem não ser “bem assim”.

Mas vejamos o que Deus diz a respeito disso.

- O inferno é um lugar literal. Jesus disse que " havia certo homem rico... havia também certo mendigo, chamado Lázaro" (Luc 16.19,20). Note bem que Jesus disse "havia". Isso não é uma parábola, pois Jesus deu nome aos bois. A estória relata a experiência real de dois mendigos: um mendigava nesta vida; e o outro, na próxima.

- O ensino de Jesus a respeito do inferno confirma a diferença extrema da eternidade para o justo e para o ímpio. Isso não é uma condenação da riqueza; é uma condenação de qualquer pessoa que rejeita Jesus.

- O inferno é um lugar de tormento eterno. O ímpio vai para o inferno quando morre e fica num estado consciente de tormento eterno.

- O inferno é um lugar sem misericórdia. O rico gritou no inferno, dizendo:

"tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua; porque estou atormentado nesta chama" (Luc 16.24).

- O inferno é um lugar sem escape. Jesus disse:

"E além de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós" (Luc 16.26).

Quando alguém é lançado no inferno, as orações de um milhão de santos não poderão salvá-lo.

- No inferno as pessoas terão consciência dos que estão na terra. O rico gritava:

"porque tenho cinco irmãos; para que Lázaro dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento" (Luc 16.28).

- Satanás, os anjos caídos, os demônios e todos os ímpios serão colocados no inferno eterno pela mão de Deus como julgamento, por rejeitarem a Jesus como o Filho de Deus.

- Não confundir o inferno com o lago de fogo. Nesta vida os ímpios morrem e vão para o inferno onde ficam aguardando até que sejam trazidos ao Grande Trono Branco para o julgamento final perante Deus e sentenciados ao lago de fogo.

- O inferno é um lugar onde há grande dor física. O primeiro clamor urgente termina com as palavras: "...porque estou atormentado nesta chama..." Não podemos imaginar exatamente o que isto quer dizer. Todos nós temos sentido a dor em alguma medida. Sabemos que a dor pode fazer esquecer num instante todas as belezas e alvos que temos na vida. Mas a pior dor que possamos sentir não é nada comparada à dor no inferno. A mais intensa dor que sintamos aqui na terra não é comparável à dor no inferno. Nunca o ser humano experimentou tal sofrimento, nem o imaginou. Mas Deus vai além e comenta sobre pessoas reais e como eles sentirão essa dor. Jesus não está sendo macabro; está nos dizendo a verdade. Uma reação das pessoas a tal dor é o "choro". Não podemos olhar e ficar indiferentes ao choro, é algo que nos comove. Outra reação de quem está sofrendo no inferno é "gemer". Este é um choro mais comovedor ainda, cheio de dramatismo e urgência pela libertação. Enquanto o choro atrai a nossa simpatia, o gemido choca e nos afasta, atemoriza e ofende. O gemido deles é o grito de almas que merecem compaixão, mas não a recebem. É o grito de almas procurando escape, buscando sair de feridas sem conserto ou cura, eternamente feridas. O gemido é um som tão grotesco que nem o suportamos.

Outra reação de quem está sofrendo no inferno é o "ranger de dentes". Por quê? Talvez ranjam os dentes por ira ou frustração. Nada poderá aliviar a sua situação e eles o sabem. Este ranger pode ser uma defesa ou para variar o choro e os gemidos. Poderia ser uma pausa - sem parar de sofrer - para quem está cansado de chorar. Parece que não aguenta chorar mais; porém, tem que continuar.

No inferno é choro que não pára, fogo por tudo quanto é canto, gemidos, dor até onde 0podem aguentar sem deixar de existir, e ranger de dentes. Há, ainda, "o verme que nunca morre". O fogo nunca se acaba (não consome), só atormenta e nunca morre. Já os vermes dão a idéia de carne em decomposição, se bem que aqui fala-se de almas. Algo está podre, e bem podre, no inferno.

Estando vivos ainda, os que ali moram sentem como que comidos vivos. O verme não acaba de comer a decomposição espiritual e por isso nunca morre. Um castigo romano era atar alguém a um cadáver em decomposição e ver como os vermes, saindo do corpo morto, passavam a consumir o corpo ainda em vida. Tal como para o fogo, a verdade do verme é que nunca acaba de consumir o que tem pela frente.

Mas o inferno tem outros dois aspectos, pouco considerados, que chamam a nossa curiosidade e assustam. Na terra nós temos duas propriedades físicas garantidas. Elas nos ajudam a nos manter física, mental e emocionalmente estáveis. São a luz e as superfícies sólidas. Infelizmente, estas duas comodidades não existem no inferno. O inferno é um lugar de trevas.

Imaginemos uma pessoa que acaba de entrar no inferno... Pode ser um vizinho nosso, um parente ou um amigo que trabalha conosco. Depois que a primeira sensação de dor física o ataca, ela passa seus primeiros momentos chorando, gemendo e rangendo os dentes. Pouco a pouco vai se acostumando à dor. Não que agora não a sinta mais, mas a sua capacidade tem sido alargada para aguentar mais. A dor não é tolerável, mas também não lhe tira a existência. Ainda que sinta dor, pode pensar; e logo olha ao seu redor. Mas, quanto mais olha... mais vê trevas e escuridão. Em sua vida passada aprendeu que depois de olhar por um tempo na escuridão seus olhos iam se acostumando e podia ver algo de luz. Isso lhe mostrava o que estava ao seu redor. Ele então pisca e fixa bem a atenção dos seus olhos tentando ver algo, mas acha somente trevas. São trevas que parecem grudar nele, como lhe apertando, lhe oprimindo. Vendo que as trevas não vão embora, ele tenta tocar algo, sentir algo sólido a sua volta... Procura paredes, rochas, árvores, cadeiras; estica suas pernas tentado estar quieto sobre algo sólido. Nada! Procura sentir o chão, e nada...

O inferno é um "abismo", sem fundo. O novo morador, porém, não aprende rápido. Pouco a pouco vai crescendo o pânico, chuta com as pernas e move os braços procurando algo. Mas não acha nada. Depois de muitas tentativas, pára, cansado, suspenso na escuridão. Mas não está quieto. Está sempre caindo no abismo sem fundo. Ali vai, sozinho, numa queda sem fim, inseguro pela ausência de superfícies. Incapaz de tocar um objeto sólido que transmita estabilidade. Chora... geme... range os dentes de ira. Olha para si e se acha tão cansado que não move mais uma parte de si... Seus gemidos fazem eco na escuridão, e logo se volvem débeis por tantos rugidos que há no inferno.

Enquanto o tempo parece nunca passar, de novo faz o que fez o homem rico. Ele tenta pensar. Lembra da terra, tenta achar esperança, mas a dor nem deixa que ele se concentre. Na terra, quando as coisas iam mal ele sempre achava uma saída. Se sentia dor, tomava um calmante, Tendo fome, comia. Se tinha sede, bebia. Se perdia um amor, sempre podia achar outro amor. Procura, então, achar na mente uma base para elaborar um plano que faça renascer a esperança no seu coração. Logo, pensa: "Jesus é um Deus de amor, Ele vai me tirar daqui". Começa então a gritar, com urgência: "Jesus, Jesus! Ajuda-me, me tira daqui!" Espera, respirando fundo. O som de sua voz perdeu-se nas trevas e não se ouve mais. De novo, ele tenta: "Jesus, Jesus! eu creio! me salva disto!" De novo, as trevas calam a sua voz.

Este pecador não é o único: todos os que estão no inferno acreditam agora, mas não serão salvos. Sendo milhões e milhões de pessoas, sentem-se cada um sozinho, como sendo o único habitante do inferno... Lembra-se então dos apelos, dos conselhos, tenta esquecer a dor, mas o pensamento lhe diz: Isto é para sempre!!!

Jesus usou a palavra "sempre" para falar tanto do Céu como do Inferno. "Para sempre", pensa o condenado, e sente de novo a dor. "Para sempre", fala como não acreditando. A idéia de "para sempre" se alarga, fica profunda. Uma horrível verdade aparece na sua cabeça: "quando eu tiver passado dez mil séculos de tempo aqui, ainda não terei nem um segundo a menos de castigo, nem um segundo a menos para passar aqui". Horrorizado, aprende que no inferno não existe o fator tempo e que suas lembranças estão sempre lhe dando pesadelos.

Tal como o rico pedia um pingo de água, assim também o novo morador do inferno tenta se entreter com esta simples ambição. Estando vivo, aprendeu que até as piores coisas podem ser suportadas se há algum alívio temporal. Mas vê que no inferno...

"a fumaça de seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não tem descanso algum, nem de dia nem de noite" (Apoc 14:11).

Sem descanso dia e noite, pense nisso.

A idéia de que alguém possa passar toda a eternidade sofrendo de tal forma nos impressiona fortemente... Parece que viola a sensibilidade do mais severo juiz que possa existir em nosso interior. Simplesmente não podemos suportar o fato de só dedicar mais tempo a pensar nisto.

É, amigo, mas nossos pensamentos sobre o inferno nunca serão tão cruéis como a realidade dele mesmo. Devemos entender esta verdade bíblica e ter certeza de que ela nos afeta. Talvez, olhando de perto para ela, mudemos nossa forma de ver o pecado e levemos mais a sério nossa vida cristã.

Deus abençoe abundantemente todos

Paulo Roldão

domingo, 5 de setembro de 2010

PASTORES DE ALMAS, UMA ESPÉCIE EM EXTINÇÃO!




Há pouco tempo ouvi uma história a qual compartilho com vocês. Uma irmã que hoje congrega na minha igreja (a qual, por questões obvias, não vou revelar o nome e a igreja que freqüentava), passou pela seguinte experiência:

Em um final de culto, movida por um grave problema pessoal, ela procurou o seu pastor, no desejo de abrir o coração, pedindo-lhe que a ajudasse em aconselhamento pastoral. O pastor, sem poder ouvi-la naquele momento, até porque muita gente desejava lhe falar e, principalmente, cumprimentá-lo em virtude do "maravilhoso sermão" que havia pregado, solicitou à irmã que procurasse a secretaria da igreja e agendasse um encontro.

No dia seguinte a irmã procurou a secretaria, tentando agendar o encontro pastoral; no entanto, para sua surpresa, a secretária informou que o tal pastor não teria agenda livre para os próximos cinco meses, o que impossibilitaria o seu atendimento. A moça se desesperou, implorou, pediu pelo amor de Deus, mais nada pôde ser feito. A secretária explicou que o pastor tinha já agendado muitos encontros, jantares, viagens e conferências, as quais tinham que ser priorizadas, e que o máximo que ela poderia fazer seria encaixá-la num atendimento, quatro meses depois.

A moça saiu da igreja, naquela manhã de segunda-feira, pior do que entrara; na verdade, agora ela se sentia deprimida, desvalorizada e sem perspectiva alguma de ser ajudada em seu problema. O pastor, o qual ela pensava que poderia ajudá-la, infelizmente não poderia fazê-lo.

Seis meses se passaram e a moça desiludida, bem como desesperançosa, não fora mais à igreja. Para sua tristeza, ninguém, absolutamente ninguém, a procurara, querendo saber o motivo de sua ausência. Até que um dia, o pastor da igreja da qual fazia parte, encontrou-a na instituição bancária onde ela trabalhava. Ao vê-la, o pastor não esboçou nenhum comentário quanto à sua ausência; na verdade, a única coisa que falou, é que estava correndo em virtude da grande e complexa agenda.

Não sei o que você pensa e sente ao ler essa pequena história. Entretanto, quando soube do fato, fui tomado por uma grande perplexidade que me fez questionar sobre o papel pastoral nos dias de hoje. Aonde estão os pastores do povo de Deus? Aonde estão aqueles que por amor ao Rei, largam as 99 ovelhas e vão em busca de uma que se perdeu e sofre? Sem sombra de dúvidas, vivemos uma enorme crise de pessoalidade e afetividade na relação pastor-ovelha, isso porque, alguns dos ditos pastores se tornaram mega-stars da fé, imponentes pregadores, "Apóstolos desbravadores", além de "poderosos profetas". Junta-se a isso, o fato de que as mensagens pregadas nos púlpitos têm tido por fundamento o marketismo religioso, cujo conteúdo é humanista e secularizado. Infelizmente, sou obrigado a concordar que tais pastores têm se preocupado mais com a porta de entrada, do que com a porta de saída dos seus apriscos; mais com números do que com gente. Na verdade, ouso afirmar de que vivemos numa era onde as pessoas foram definitivamente coisificadas, onde seres humanos, criados a imagem e semelhança de Deus transformaram-se em gráficos e estatísticas.

Diante desta nebulosa perspectiva, sou tomado pela imprenssão de que essa geração necessita urgentemente de pastores de almas, de gente abnegada, que se preocupe com a dor do próximo e tenha prazer em cuidar da ovelha ferida. Para tanto, torna-se indispensável remodelar e reformar os conceitos pastorais desta geração, impregnando nos novos ministros, amor, compromisso e fidelidade para com Deus e seu Reino. Além disso, julgo também que seja imprescindível de que os pastores desse tempo, sejam plenamente comprometidos com a Santa Palavra de Deus, preocupando-se com o que ela diz, tomando-a como regra, bem como modelo de fé e comportamento para o seu ministério pessoal.

Vale a pena lembrarmos daquilo que o reformador francês João Calvino costumava dizer quanto a Palavra de Deus. (1) “A Escritura é a fonte de toda a sabedoria, e os pastores devem extrair dela tudo aquilo que expõem diante do rebanho” (2) Calvino afirmava que através da exposição da Palavra de Deus, as pessoas são conduzidas a liberdade e a segurança da fé salvadora, dizia também que a verdadeira pregação, tem por objetivo abrir a porta do reino ao ouvinte, isto é, em outras palavras o que ele está a nos dizer, é que as Escrituras Sagradas, devem ser o principal instrumento na condução, consolidação e pastoreamento do povo de Deus.

No exercício de seu pastorado, Calvino dizia que a pregação pública deveria ser acompanhada por visitas pastorais. (3) Junta-se a isso o fato, de que ele sempre procurou encorajar pessoas sobrecarregadas, as quais não conseguiam encontrar consolo mediante sua própria aproximação de Deus, a procurarem seu pastor para aconselhamento particular e pessoal.

Conforme registro de um dos seus colegas pastores em Genebra, “(...) os que lhe procuravam eram recebidos com simpatia, gentileza e sensibilidade. Ele os atendia e prontamente lhes respondia as perguntas, mesmo as mais sérias delas. Sua sabedoria era demonstrada nas entrevistas particulares tanto quanto nas conversas públicas onde ele confortava os entristecidos e encorajava os abatidos...”. [4].

Calvino também acreditava que o ensino, além de ser público nos cultos, deveria ser acompanhado por orientação pessoal e aplicado às circunstâncias específicas da vida de suas ovelhas. Atendia noivos que estavam se preparando para o casamento, pais que traziam seus problemas relacionados aos seus filhos, pessoas com dúvidas ou dificuldades doutrinárias, lutas com enfermidades, ouvia confissões de pecados, e a todos ele os recebia e levava o conforto e o encorajamento necessários. [5]

Queridos irmãos, ainda que os nossos dias, sejam diferentes dos dias dos reformadores, carregamos em nosso tempo as mesmas demandas pastorais. Nossas igrejas estão cheias de indivíduos em crise, de famílias desestruturadas, além de pessoas que foram violentamente marcadas por satanás e o pecado. Ouso afirmar que neste tempo pós moderno, onde o relativismo tem mostrado as suas garras, necessitamos urgentemente de pastores preparados e capacitados, que amem a Deus acima de todas as coisas, e que se disponham a pastorear abnegadamente o rebanho de Cristo.

Que Deus tenha misericórdia de seu povo e levante pastores segundo o seu coração.

Deus abençoe todos abundantemente
Paulo Roldão

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

CRÍTICAS OU CALÚNIAS?




Estamos vivendo um período sem precedentes, uma época crítica, injusta e confusa, principalmente no meio do povo que se diz "de Deus". Acusações ferinas, críticas sem fundamento, setas que ferem o coração de quem não merece; falta de respeito e bom senso para com lideranças de Deus... Críticas que se transformam em calúnias, principalmente na TV e Internet.

A crítica pode ser uma ferramenta nas mãos de Deus, fazendo com que indivíduos centrados em si mesmos se transformem em pessoas que agem e vivem como Jesus. Quando feita por motivos corretos e com espírito adequado, a crítica pode tornar humilde um "orgulhoso" e restaurar o relacionamento de um pecador caído com Deus. Mas pode ser também uma ferramenta nas mãos do diabo, quando feita com o intuito de denegrir e ferir injustamente alguém de quem não gostamos ou não "vamos com a cara".

Existem dois tipos de crítica: a justa e a injusta. Algumas críticas são geradas por pura inveja. Considere o homem que tinha orgulho do talento do seu cachorro em buscar varinhas de madeira atiradas ao longe. Certo dia, enquanto estava na praia, o dono do cachorro encontrou um homem e disse:

- Veja isso - e atirou um pedaço de madeira em direção ao mar. O cachorro correu imediatamente, lançou-se à água e, nadando, conseguiu pegar o toco de madeira e o trouxe de volta ao seu dono. O outro, balançando a cabeça, replicou:

- Que pena. Seu cachorro não sabe mergulhar.

Fugir da crítica é mais fácil do que lidar com ela. Alguns pastores evitam o risco de serem criticados assumindo uma posição neutra em questões controversas. Políticos evitam as críticas defendendo veementemente os dois lados da questão, noutras palavras, ficando "em cima do muro". Cônjuges evitam as críticas evitando a verdade. Dizer às pessoas o que elas querem ouvir é simples. Falar a verdade nua e crua pode causar problemas e conflitos. Porém, nunca esqueçamos o seguinte:

"Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos" (Provérbios 27.6).


Críticas injustas cercaram o apóstolo Paulo. Ele foi apedrejado em Listra, fugiu de Tessalônica e foi preso em Filipos. Paulo conviveu com críticas injustas até morrer. Numa última carta a Timóteo, Paulo escreveu:

"Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; a não somente a mim, mas também a todos quanto amam a sua vinda" (2 Timóteo 4.7-8).


Quer dizer, ele não deixou que críticas infundadas destruíssem sua obra ou enfraquecessem sua fé.

Amados, a crítica nos refina para a missão estratégica de Deus. Não precisamos temer as críticas, mas, sim, pedir que Deus as use como ferramentas que nos ajudem a crescer mais na semelhança com Cristo, o mais criticado de todos.

Deus abençoe todos abundantemente
Paulo Roldão

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A ARMADURA DE DEUS




Portanto revesti-vos de toda a armadura de Deus.

Paulo disserta a respeito da armadura de Deus no cap 6 do livro de Efésios e lá faz uma comparação com a armadura do soldado romano.

Roma era o maior império da época com os melhores soldados que lutavam como se fossem um único homem, com estratégias de guerra sempre unidos, nunca lutando sozinhos e por vezes usando seus escudos para proteger o soldado do lado.

Os soldados romanos lutavam por Roma e por César, o imperador romano e estavam dispostos a morrer por isto.

No filme Gladiador, vemos o general Maximus dizendo à sua tropa que tudo que eles faziam aqui ecoaria na eternidade. Eles visavam lutar com força e honra e morriam por isto. Não apenas lutavam mas tinham ideais. Seus objetivos eram propagar Roma pois acreditavam que as nações ao redor eram obscuras e tristes e Roma era a luz.

Desta forma a armadura romana era algo que representava força e honra.

Quando Paulo cita a armadura de Deus, ele utiliza o termo grego PANOPLIAN, mesmo termo usado para a armadura romana. E quando o soldado vestia esta armadura, não era simplesmente uma armadura, mas era revestido da autoridade de César. Se alguém se levantasse contra um soldado romano, era como se estivesse se levantando contra o próprio César.

Assim também Deus nos reveste com sua autoridade. Como cristãos somos revestidos da armadura de Deus, e somos chamados a ser do exército do Senhor para sermos guerreiros Seus. E todo aquele que se levanta contra um servo do Senhor, se levanta contra o próprio Deus e quem se levantará contra o braço forte do Senhor?

Deus nos reveste com sua armadura para lutarmos contra principados e potestades. Nos dá autoridade para ir em seu nome. Reveste-nos com sua salvação, justiça, verdade, preparação do evangelho fazendo-nos também conhecer sua palavra e também batalharmos em oração.

Que sejamos revestidos com a panoplian de Deus!


Deus abençoe todos abundantemente
Paulo Roldão

sábado, 7 de agosto de 2010

IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS


Fomos criados para nos tornar-mos semelhantes a Cristo.
Desde o princípio, o plano de Deus tem sido nos fazer a semelhança de Seu Filho, Jesus.
Deus anunciou Sua intenção na criação:Então disse Deus: "Façamos o homem a nossa imagem , conforme a nossa semelhança".

Em toda a criação, somente o homem foi feito "a imagem de Deus".
Esse é um grande privilégio, que nos honra sobremaneira. Não sabemos tudo que esta frase abrange, mas conhecemos alguns dos aspectos que ela inclui: Tal como Deus somos seres espirituais, nosso espirito é imortal e sobreviverá ao nosso corpo terreno; somos seres inteligentes, podemos pensar, ponderar e solucionar problemas; como Deus nós nos relacionamos, podemos dar e receber amor e somos dotados de conciência moral o que nos faz dicernir entre o certo e o errado e isto nos torna responsáveis diante de Deus.

A Biblía diz que todas as pessoas, e não apenas os crentes, detém parte da imagem de Deus; esse é o motivo pelo qual o assassinato, o roubo, a prostituição, o homossexualismo, a mentira, etc. São praticas erradas. Mas a imagem esta incompleta, tendo sido danificada e distorcida pelo pecado. Então Deus enviou Jesus para restaurar a plena imagem que haviamos perdido.

Fomos criados para nos tornar-mos semelhantes a Cristo. Deixemos que as nossas raízes se aprofundem nEle e extraiamos dEle a nutrição. Cuidemos de continuar-mos a crescer no Senhor, e tornemo-nos fortes e vigorosos na verdade. E que a nossa vida transborde de alegria e gratidão por tudo quanto Ele tem feito por nós.


Deus abençoe todos abundantemente
Paulo Roldão.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

OS SETE MANDAMENTOS DO HOMEM DE DEUS NO ALTAR


Para que o trabalho do homem de Deus seja profícuo, ele tem que juntar o seu pranto no altar pelas almas com os meios de comunicação disponíveis. Isto fará seu trabalho desenvolver mais rapidamente e, o que é mais importante, com qualidade. Se confiar apenas no seu trabalho de comunicação para que sua igreja desenvolva, seu fracasso será inevitável, tendo em vista que o espírito de acomodação se apossará dele.

Considerando que o homem de Deus tem realmente sua vida no altar, ou seja, corpo, alma e espírito, verifiquemos os seus Sete Mandamentos:

Primeiro:Ter para com o povo a mesma consideração que tem para com Deus, pois esta escrito:Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar ao seu irmão, é mentiroso; pois, aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê”

Segundo:Chorar na luta pelo povo que Deus lhe tem enviado.Cada homem de Deus representa o Senhor Jesus, e cada pessoa que chega a igreja é enviada pelo Espírito Santo, a fim de que Seu servo lhe mostre o caminho da salvação. Uma vez salva, ela irá glorificar o Senhor Jesus. Foi por isso que Ele disse: “Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o trouxer...(João 6:44)O Senhor Deus disse:“Chorem os sacerdotes, ministros do Senhor, entre o pórtico e o altar, e orem: Poupa o teu povo, ó Senhor, e não entregues a tua herança ao apróbrio, para que as nações façam escárnio dele.. Porque hão de dizer entre os povos: Onde esta o seu Deus?” (Joel 2:17)

Terceiro:Jamais fazer a obra de Deus relaxadamente. O profeta Jeremias disse: “Maldito aquele que fizer a obra do Senhor relaxadamente...” (Jeremias 48:10).Fazer a obra de Deus relaxadamente é como enfrentar o pior inimigo com uma arma qualquer.

Quarto: Ter fome e sede de ganhar almas. Enquanto isto não acontece, o homem de Deus se sente tal qual Sara, Raquel e Ana. Elas sentiam amargura de alma, vergonha e humilhação. Esses sentimentos estão sempre importunando o homem de Deus estéril. Por isso, ele não se envergonha de chorar na presença de Deus pedindo almas.

Quinto:Ter alegria e gozo ao ver, diante dos seus olhos, as pessoas nasceram de novo. Não há satisfação maior para aquele que tem a vida no altar do que ver pessoas que outrora pertenciam ao reino das trevas, hoje terem a plenitude do Espírito Santo, com semblantes limpos, alegre e felizes, glorificando o nome do Senhor Jesus Cristo.

Sexto:Não ter ciúmes nem inveja do desenvolvimento do seu colega de ministério. Ao contrario,regozijar-se com o seu crescimento, e orar para que ele dê ainda mais frutos. Como aquela mulher da parábola da dracma perdida, conforme ensinou o Senhor:“Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma, não acende a candeia, varre a casa e a procura diligentemente até encontra-la? E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que havia perdido” (Lucas 15:8,9)

Sétimo:Não se preocupar apenas em ganhar as pessoas para o Senhor Jesus, mas, sobretudo faze-las discípulas. Alias, é a característica mais acentuada do homem de Deus consagrado. Ele se preocupa em fazer discípulos mas que qualquer coisa, pois sabe que o desenvolvimento do Reino de Deus depende de homens que tenham o caráter do Senhor Jesus neste mundo.

Cópiado do Blog do Bp. Edir Macedo

Deus abençoe todos abundantemente
Paulo Roldão

terça-feira, 8 de junho de 2010

quinta-feira, 8 de abril de 2010

RENDER-SE A DEUS




...entreguen-se completamente a Deus, para que Ele use vocês a fim de fazerem o que é direito.
(Romanos 6:13)



"Rendição" não é uma palavra popular, na verdade é tão mal vista quanto "Submissão", afinal ambas parecem estarem relacionadas à perda, e ninguém quer ser um perdedor. A palavra render-se é quase sempre usada num contexto negativo, e nós traz à idéia de derrota em uma batalha, perder uma competição ou desistir perante um adversário mais forte.

Num mundo competitivo somos ensinados a nunca desistir ou ceder - logo, não ouvimos falar muito de rendição. Se vencer é tudo, render-se é inconcebível. Preferimos contar nossas vitórias, sucessos, triunfos e conquistas, a falar de rendição, submissão e obediência. Mas render-se a Deus é a única maneira de nascermos dEle, é uma resposta natural ao maravilhoso amor e à misericórdia de Deus. Nós nos entregamos a Ele não por medo ou obrigação, mas por amor, porque Ele nos amou primeiro.

Após passar 11 capítulos do livro de Romanos explicando a respeito da incrível graça de Deus para conosco, Paulo nos exorta a render nossa vida completamente a Deus: Portanto, meus irmãos, por causa da grande misericórdia divina, peço que vocês se ofereçam completamente a Deus como sacrifício vivo, dedicado ao seu serviço e agradável a Ele. Esta é a verdadeira rendição que devemos oferecer a Deus.

Render-se a Deus é agradá-lo. E isto acontece quando entregamos nossa vida totalmente a Ele. Repare que a primeira e a última palavra desse versículo são a mesma: Oferecer

Render-se consiste em oferecer-se a Deus.
O ato de rendição pessoal é conhecido de muitas formas: Conversão, fazer de Jesus seu Senhor, carregar a sua cruz, morrer para sí próprio, submeter-se ao Espírito Santo. O que interessa é você fazê-lo, e não a forma de você chamar este ato. Deus quer a sua vida toda, 100%, saiba que 99% não é suficiente

Render-se a Deus é ser feliz

Deus abençoe todos abundantemente
Paulo Roldão



terça-feira, 9 de março de 2010

ATENÇÃO IGREJA: LEIS QUE TRAMITAM EM BRASILIA


E disse Jesus: 'Mas olhai por vós mesmos, porque vos entregarão aos concílios e às sinagogas; e sereis açoitados, e sereis apresentados perante presidentes e reis, por amor de mim, para lhes servir de testemunho. E sereis odiados por todos por amor do meu nome; mas quem perseverar até ao fim, esse será salvo.' - (Marcos 13:9 e 13)

Fica proibido fazer:

Cultos ou evangelismo na rua (Reforma Constitucional)
Programas evangélicos na televisão por mais de uma hora por dia.
Programa de rádio ou televisão, quem não possuir faculdade de 'jornalismo'.
Pregar sobre dízimos e ofertas, havendo reclamações, obreiros serão presos.

Quanto aos cultos:

Cultos somente com portas fechadas (Reforma Constitucional)
As igrejas serão obrigadas a pagarem impostos sobre dízimos, ofertas e contribuições.
Será considerado crime pregar sobre espiritismo, feitiçaria e idolatria, e também veicular mensagem no rádio, televisão, jornais e internet, sobre essas práticas contrárias a Palavra de Deus.

Pastores que forem presos por pregar sobre práticas condenadas pela Bíblia Sagrada (homossexualismo, idolatria e espiritismo), não terão direito a se defender por meio de ação judicial.

Se estabeleça:

O dia do “Orgulho Gay” e que seja oficializado em todas as cidades brasileiras e comemorado nas Instituições de Ensino Fundamental (primeira a 8.a série), público e particular.

Que as Igrejas que se negarem a realização das solenidades dos casamentos de homem com homem e de mulher com mulher, estarão fazendo “discriminação”, sejam multadas e seus pastores processados criminalmente por descriminação e desobediência civil.

Projeto nº 4.720/03 - Altera a legislação constitucional

Projeto nº 3.331/04 – Altera o artigo 12 da Lei nº 9.250/95, que trata da legislação do imposto de renda das 'pessoas físicas'
Se convertidos em Lei, os dois projetos obrigariam as igrejas a recolherem impostos sobre dízimos, ofertas e contribuições.

1. Projeto nº 299/99 – Altera o código brasileiro de telecomunicações (Lei 4.117/62).
Se aprovado, reduziria programas evangélicos no rádio e televisão a apenas uma hora.

2. Projeto nº 6.398/05 – Regulamenta a profissão de Jornalista
Contém artigos que estabelecem que só poderão fazer programas de rádio e televisão, pessoas com formação em JORNALISMO, Significa que pastores sem a formação em jornalismo não poderão fazer programas através desses meios.

3. Projeto nº 1.154/03 – Proíbe veiculação de programas em que o teor seja considerado preconceito religioso.
Se aprovado, será considerado crime pregar sobre idolatria, feitiçaria e rituais satânicos. Será proibido que mensagens sobre essas práticas sejam veiculadas no rádio, televisão, jornais e internet. A verdade sobre esses atos contrários a Palavra de Deus, não poderá mais ser mostrada.

4. Projeto nº 952/03 – Estabelece que é crime atos religiosos que possam ser considerados abusivos a boa-fé das pessoas.
Convertido em Lei, pelo número de reclamações, pastores serão considerados 'criminosos' por pregarem sobre dízimos e ofertas.

5. Projeto nº 4.270/04[/b] – Determina que comentários feitos contra ações praticadas por grupos religiosos possam ser passíveis de ação civil.
Se convertido em Lei, as Igrejas Evangélicas ficariam proibidas de pregar sobre práticas condenadas pela Bíblia Sagrada, como espiritismo, feitiçaria, idolatria e outras. Se o fizerem, não terão direito a se defender por meio de ação judicial.

6. Projeto de nº 216/04[/b] – Torna inelegível a função religiosa com a governamental.
Significa que todo pastor ou líder religioso lançado a candidaturas para qualquer cargo político, não poderá de forma alguma exercer trabalhos na igreja.

Não se deixe enganar a Grande Tribulação está a nossa porta. Faça a sua parte comunique estes fatos aos seus irmãos em Cristo.

“Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” (Ap. 2:10.)

Por favor divulguem! Passe para pastores das igrejas que vocês conhecem, para que todos estejam cientes:

- Os sábios não devem colocar os injustos para governar sobre si.

Que o Senhor tenha misericórdia de nós para não perdermos nossos direitos de proclamarmos a Palavra de Deus!

Deus abençoe a todos abundantemente
Paulo Roldão

quarta-feira, 3 de março de 2010

O ESPÍRITO SANTO GERA EM NÓS O CÁRATER DE CRISTO PARA DAR FRUTOS




Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secara; e o apanham, lançam no fogo e o queimam. (João 15:6)

Se não tivermos os sinais dos frutos do Espírito Santo de Deus em nós, somos inúteis, ocupamos o lugar de outro, estamos prestes a sermos arrancados e lançados fora e sermos queimados no fogo.

Jesus está se dirigindo aos discípulos. Aqueles que já são cristãos.

O fruto do Espírito, é fácil de entender, mas é muito difícil de obter.

O fruto do Espírito Santo é algo exigido por Deus naturalmente, e não esforçadamente.

O fruto será aquilo que representa a nossa qualidade de vida, porque será o fruto que produzimos, que serão vistos pelo nosso próximo.

O fruto pertence a árvore em que está enraizado (preso). Se é Cristo vai produzir frutos de Deus, se não for, então não somos filhos d’Ele.

Todos conhecerão que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns pelos outros. (Jo 13:35)

O fruto é resultado daquilo que foi plantado em nós, de uma vida convertida em constante comunhão com Deus, na pessoa do Espírito Santo.

Meus irmãos, pode também a figueira produzir azeitonas, ou a videira figos? Assim, tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce. (Tiago 3:12)

O segredo do fruto é estar ligado, preso, permanecer na “Videira Verdadeira” que é Jesus, e fazendo d’Ele seu Senhor. Bebendo constantemente da “ceifa”, os nutrientes da árvore da vida.

A vida de Jesus correrá nas nossas veias, e o resultado são os frutos que nascerão de ti naturalmente, para alimentar outros, e mais outros, formando assim um povo inteiramente para Deus.

Se alguém pretende colher os frutos. Tem que primeiro comer o frutos da “Árvore da Vida” cujo Verbo é Deus.

Quando gerada a Palavra de Deus em nós, teremos em nós o Próprio Cristo, andando com nossos pés, falando com nossa boca, fazendo as mesmas obras que Ele fez.

É Cristo vivendo em nós.

Nós somos o Seu corpo, templo do Espírito Santo, morada de Deus em nós.

Somos imagem e semelhança d’Ele.

Mas o fruto do Espírito é: Amor, alegria, paz, longaminidade, bondade, felicidade, mansidão, e domínio próprio. (Gálatas.5:22,23)

Sendo destes, o “AMOR” ao próximo o principal.

Jamais uma pessoa sente alegria, paz, bondade, felicidade etc… se não houver amor.

Não é este amor que o mundo nos oferece, que logo se acaba, Não!!!

É o amor maior, o amor de Deus, que é capaz de entregar a própria vida por este amor, sem esperar nada em troca, sem ter-mos merecimento algum.

Porque nós estávamos em pecado de adultério, servíamos um outro deus, o deus deste mundo condenados a morte eterna.

Mas, Deus com seu amor imensurável, maravilhoso, nos convida para abrir o nosso coração. Ele é tão amoroso que respeita o nosso livre arbítrio e espera gentilmente, que nós venhamos abrir a porta do nosso coração para recebê-Lo, para que Ele entre e faça morada para sempre em nós.

Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele e ele, comigo. (Apocalipse 3:20)

O que você está esperando!!! Abra já o seu coração e receba-O como Senhor e seu único Salvador e assim poderás manifestar o fruto desse AMOR!!!

Deus abençoe todos abundantemente
Paulo Roldão

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Dizem que ser Cristão é Loucura !




Ser Cristão é andar na contra mão do mundo. Porém o mundo vicia, Cristo liberta.
O mundo contamina, Cristo cura. O mundo oferece guerra, Jesus é a Paz.
O mundo é corrupto, Cristo purifica. O mundo acusa, Jesus Cristo perdoa. O mundo é ódio, Deus é amor. O mundo é depressão, Deus é alegria. O mundo é frágil, Deus é poder. O caminho do mundo é largo e leva pro abismo, O caminho de Deus é estreito, mas leva à vida eterna. Se ser Cristão é ser louco, quero ser o mais louco de todos.

Deus abençoe abundantemente
Paulo Roldão.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

ENTREVISTA COM LÚCIFER



QUEM O CRIOU?
lúcifer: Fui criado pelo próprio Deus, bem antes da existência do homem. (Ezequiel 28:15)

COMO VOCÊ ERA QUANDO FOI CRIADO?
lúcifer : Vim à existência já na forma adulta e, como Adão, não tive infância. Eu era um símbolo de perfeição, cheio de sabedoria e formosura e minhas vestes foram preparadas com pedras preciosas. (Ezequiel 28:12,13)

ONDE VOCÊ MORAVA?
lúcifer: No Jardim do Éden, e caminhava no brilho das pedras preciosas do monte Santo de Deus. (Ezequiel 28:13)

QUAL ERA SUA FUNÇÃO NO REINO DE DEUS?
lúcifer: Como querubim da guarda, ungido e estabelecido por Deus, minha função era guardar a Glória de Deus e conduzir os louvores dos anjos. Um terço deles estava sob o meu comando. (Ezequiel 28:14; Apocalipse 12:4)

ALGUMA COISA FALTAVA A VOCÊ?
lúcifer: (reflexivo, diminuiu o tom de voz) Não, nada. (Ezequiel 28:13)

O QUE ACONTECEU QUE O AFASTOU DA FUNÇÃO DE MAIOR HONRA QUE UM SER VIVO PODERIA TER?
lúcifer: Isso não aconteceu de repente. Um dia, eu me vi nas pedras (como espelho) e percebi que sobrepujava os outros anjos (talvez não a Miguel ou Gabriel) em beleza, força e inteligência. Comecei, então, a pensar como seria ser adorado como deus e passei a desejar isto no meu coração. Do desejo passei para o planejamento, estudando como firmar o meu trono acima das estrelas de Deus e ser semelhante a Ele. Num determinado dia tentei realizar meu desejo, mas acabei expulso do Santo Monte de Deus. (Isaías 14:13,14; Ezequiel 28: 15-17)

O QUE DETONOU FINALMENTE A SUA REBELIÃO?
lúcifer: Quando percebi que Deus estava para criar alguém semelhante a Ele e, por consequência, superior a mim, não consegui aceitar o fato. Manifestei, então, os verdadeiros propósitos do meu coração. ([Isaías 14:12-14)

O QUE ACONTECEU COM OS ANJOS QUE ESTAVAM SOB O SEU COMANDO?
lúcifer : Eles me seguiram e também foram expulsos. Formamos juntos o império das trevas. (Apocalipse 12:3,4)

COMO VOCÊ ENCARA O HOMEM?
lúcifer : (com raiva) Tenho ódio da raça humana e faço tudo para destruí-la, pois eu a invejo. Eu é que deveria ser semelhante a Deus. (1Pedro 5:8)

QUAIS SÃO SUAS ESTRATÉGIAS PARA DESTRUIR O HOMEM?
lúcifer : Meu objetivo maior é afastá-los de Deus. Eu os estimulo a praticar o mal e confundo suas ideias com um mar de filosofias, pensamentos e religiões cheias de mentiras, misturadas com algumas verdades. Envio meus mensageiros travestidos, para confundir aqueles que querem buscar a Deus. Torno a mentira parecida com a verdade, induzindo o homem ao engano e a ficar longe de Deus, achando que está perto. E tem mais. Faço com que a mensagem de Jesus pareça uma tolice anacrônica, tento estimular o orgulho, a soberba, o egoísmo, a inimizade e o ódio dos homens. Trabalho arduamente com o meu séquito para enfraquecer as igrejas, lançando divisões, desânimo, críticas aos líderes, adultério, mágoas, friezas espirituais, avareza e falta de compromisso (ri às escaras). Tento destruir a vida dos pastores, principalmente com o sexo, dinheiro, ingratidão, falta de tempo para Deus e orgulho. (1Pedro 5:8; Tiago 4:7; Gálatas 5:19-21; 1 corintios 3:3; 2 Pedro 2:1; 2 Timóteo 3:1-8; Apocalipse 12:9)

E SOBRE O FUTURO?
lúcifer : (com o semblante de ódio) Eu sei que não posso vencer a Deus e me resta pouco tempo para ir ao lago de fogo, minha prisão eterna. Eu e meus anjos trabalharemos com afinco para levarmos o maior número possível de pessoas conosco. (Ezequiel 28:19; Judas 6; Apocalipse 20:10,15)

“COMO DIZ O ESPÍRITO SANTO: HOJE, SE OUVIRDES A SUA VOZ, NÃO ENDUREÇAIS OS VOSSOS CORAÇÕES.” (HEBREUS 3:7,8)

Deus abençoe abundantemente todos
Paulo Roldão

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

VOCÊ É ÁGUIA OU GALINHA?



Você conhece á história de um filhote de águia que de alguma forma foi parar num galinheiro, e com o passar dos tempos foi crescendo, mas mesmo tornando-se bem diferente das galinhas, mesmo tendo uma alta capacidade de voar, nunca fugiu do galinheiro porque seu comportamento era de galinha, ou seja, ele podia voar alto e longe, mas nunca sequer tentou tal ação nem pra fugir daquela “prisão” galinheiro. Comia alimentos que são impróprios para uma águia, quando podia ter uma dieta apropriada para sua espécie, mas este filhote cresceu sendo influenciado por aqueles que estavam sempre com ele, ou seja, cresceu tendo comportamento de galinha porque pensava que era uma galinha. Não diferente deste filhote, muitas pessoas estão vivendo uma vida, tendo atitudes e ações, que não são delas. São pessoas que Deus capacitou com um grandioso potencial para serem bem sucedidas, para superar crises e vencer todas as batalhas, mas vivem como galinhas não sabendo da sua verdadeira formação.

Pra você que é águia e vive em um galinheiro, preste atenção nos riscos. No galinheiro só existem pessoa desanimadas, tristes, desistentes, fracas, frustradas, murmuradoras entre outras características, que um servo de Deus não deve ter. O ser humano é o que pensa que é! Se eu falar que sou uma galinha, concerteza vou agir como uma sempre voando baixo e tendo um espaço limitado no galinheiro, ou seja, nós mesmos construímos barreiras para nos limitar. Você deve pensar, e ser uma águia, temos que ser livres para que consigamos fazer vôos altos e de longa distâncias. Na vida quem é influenciado por pessoas, perdedoras, murmuradoras, fuxiqueiras, etc, terá uma vida de derrotas, pois estará vivendo uma vida que não foi feita pra você viver. O que você tem sido, águia ou galinha? Pessoas influenciadas não sonham, e quando sonham não sonham seus sonhos! Isso gera pessoas sem grandes anseios, olha para sua igreja e fala não vai para frente, o trabalho não desenvolve, este não é um pensamento próprio, mas de um influenciador em sua vida.

Começa a criticar tudo em sua igreja, não fazendo nada para melhorar a não ser ciscar, está sendo influenciado por aquele pequeno grupo de galinhas que tem em todas as igrejas. Pra terminar, galinha nunca voa pra longe porque não foi feita pra voar, águia não, é na tempestade (dificuldade) que ela mostra o seu potencial, voa mais alto sobre as dificuldades.
Lembre-se: Você é uma águia, preste atenção onde você está, se não for nas alturas, então sai deste lugar agora, porque é um galinheiro!

Deus abençoe todos abundantemente
Paulo Roldão

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

ENCHE TEU VASO DE AZEITE E VEM !




Então, disse o Senhor a Samuel: Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu o rejeitado, para que não reine sobre Israel? Enche o teu vaso de azeite e vem; enviar-te-ei a Jessé, o belemita; porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei (I Sm 16:1).
Primeiro ponto que me chama a atenção é que, Deus chama a atenção de Samuel, o mesmo Samuel que ouviu a voz do Senhor na sua infância e obedeceu; agora estava relutando para cumprir as ordens de Deus. Samuel estava temendo por sua própria vida. Ele estava com medo de Saul matá-lo (16:2). Essa foi a desculpa que ele tentou dar para Deus. Só que o Senhor não está interessado em nossas desculpas; Ele quer que cumpramos a sua ordem. Deus lhe diz: Até quando? Até quando você vai ficar sem fazer a minha vontade? Até quando eu vou ficar esperando você tomar uma decisão? Você não está vendo que eu não estou mais nisso?
Sabemos que as misericórdias de Deus não tem fim (Lm 3:32), mais até quando? As misericórdias triunfam sobre o juízo, porém, o juízo será sem misericórdias (Tg 2:13). Até quando Deus vai ficar esperando você se consertar; abandonar a vida de pecado, e verdadeiramente ser transformado pela Palavra Dele? Aproveita essa oportunidade e faça isso
.
O segundo ponto é que, Deus faz um convite a Samuel. O Senhor está sempre nos convidando, nos chamando a estarmos em sua presença. Deus lhe diz: Enche o teu vaso de azeite e vem! Uma coisa interessante que observamos nesse texto é que, Deus primeiro lhe diz: enche o teu vaso de azeite e vem. Ele não falou enche o teu vaso e vai. Ele diz vem para que eu te encha do meu Espírito e você faça a minha obra.
Quantos estão sendo destruídos porque querem ir primeiro, antes de Deus os enviar; estão mortos espiritualmente, achando que foi Deus que lhes enviou quando na verdade não foi. E isso é fácil de identificar, pois, quando Deus envia os frutos aparecem.
O azeite simboliza o Espírito Santo, depois que o Senhor nos enche (nós somos o vaso) do seu Espírito, é que Ele nos envia para fazermos a sua obra; pois com vaso vazio Ele não conta. A regra é bem clara, primeiro Ele nos enche, depois nos envia.
Está vazio o teu vaso? O Senhor te convida: vem! Encha-se da minha Palavra, que eu te encherei da minha presença, da minha unção, e do meu Espírito.
O terceiro ponto é que, Deus lhe confia uma missão. O Senhor também nos confiou uma missão. E que missão gloriosa a de irmos por todo o mundo e pregarmos o Evangelho de poder (Mc 16:15), pregar Boas Novas, restaurar, proclamar a liberdade aos cativos, a abertura de prisão aos presos, apregoar o ano aceitável do Senhor, e o dia da vingança do nosso Deus (Is 61:1,2). Dessa missão que Deus nos confiou, depende todo o mundo, pois nós somos a Igreja do Deus Vivo, pois temos a Palavra que liberta de todas as obras do diabo, pois o Senhor nos chamou para desfazermos as obras do diabo (I Jo 3:8).
A missão de Samuel era ungir a Davi, como rei de Israel. Dessa missão dependia todo o povo de Israel, pois Samuel estava ungindo o futuro rei de Israel. Um homem que era segundo o coração de Deus; homem esse que Deus usou poderosamente para abençoar e dar vitória ao Seu povo.
Como é importante ouvir a voz do Senhor e obedecer, devemos a cada dia termos experiências novas com o Senhor, obedecer a sua voz cumprir os seus desígnios, quando Samuel deixou de lado os seus temores, foi e fez a obra, cumpriu a sua missão. É isso que o Senhor espera de nós. “ Que não venhamos somente dizer:” Senhor fala que o teu servo ouve”, mas que venhamos dizer também, "fala que o teu servo obedece".
Há uma grande distância entre o ouvir e o obedecer. Se Samuel tivesse somente ouvido, e não tivesse ido fazer o que Deus lhe ordenou, com certeza ele teria pago um preço muito alto. A obra seria feita por outro, pois ninguém é insubstituível. Mas, ficaria uma lacuna no ministério de Samuel e somente ele perderia. Por isso a cada dia devemos estar atentos ao mover do Espírito, e a voz do Senhor que continua a falar-nos: Enche o teu vaso de azeite e vem ! Pois através das tuas mãos o Senhor quer operar maravilhas.

Deus abençoe todos abundantemente
Paulo Roldão.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

DROGAS CAMINHO DE MORTE




É difícil não se comover com a historia de vida de tantos jovens que assistimos diariamente nos noticiários, jovens que se tornaram vitimas e reféns da droga.
Alguns deles outrora famosos como o ex-Polegar Rafael Ilha. Um menino que chegou à fama ainda adolescente e que tinha tudo para cultivar o estrondoso sucesso a que foi catapultado tão cedo, por muitos anos. Mas, infelizmente escolheu o caminho das drogas, assim como muitos outros jovens e adolescentes brasileiros, estes na sua grande maioria vivendo no anonimato.

O caso de Rafael choca pelo fato dele ser uma pessoa conhecida do grande publico e ainda ter sua imagem associada àquele adolescente simpático e de sorriso cativante de seus anos na banda “Polegar”. Mas de fato, não é nada diferente dos outros milhares e milhares de brasileiros que também tiveram suas vidas destruídas pela droga ou pelo álcool.

A mídia também tem uma parcela de culpa nisso tudo, por banalizar durante muito tempo o complexo problema das drogas e retratar especialmente o álcool, o fumo e a maconha como algo divertido e inocente. A justiça brasileira também tem sua culpa por não penalizar usuários como deveria; afinal de contas, como é possível tirar o usuário da equação? Sem usuários não há trafico! A pena imposta aos traficantes, deveria ser bem mais severa; necessitamos com urgência de uma mudança no codigo
penal brasileiro.

Certamente o problema das drogas é multi-fatorial e tem suas raízes nos nossos seríssimos problemas sociais. Sei também que o governo tem apoiado alguns programas, ONG’s e Comunidades Terapêuticas no combate ao uso de drogas. Mas, ainda é pouco. Toda a sociedade deveria ter mais consciência de como esse problema mexe com todos nós e não apenas com os que moram nas periferias.

Talvez nossas igrejas pudessem também ser mais efetivas nessa área, apoiando projetos como o “Desafio Jovem”, recentemente tive a oportunidade de participar de um seminário sobre este tema, promovido em minha cidade (Rio Grande/RS) pelo Conselho de Pastores e ministrado pelo Desafio Jovem de Três Coroas. Precisamos unidos como igreja do Senhor Jesus, promover mais campanhas e eventos no combate à esse mal diabólico que assola o mundo.

Mas, acima de tudo, nós bem sabemos que a verdadeira origem do problema das drogas é espiritual (O ladrão, veio para roubar, matar e destruir...João 10:10) e está ligado à busca interior do homem, que precisa de transcendência diante dos problemas da vida e da busca por um sentido, uma razão de existir. E a solução para isso, não está em projetos, leis, ou medicamentos, mas na pessoa de Jesus Cristo, o único que pode verdadeiramente nos dar uma nova vida, uma nova esperança.

Baseado nisso, ainda há tempo e esperança para os milhares de jovens brasileiros que caminham na escuridão do submundo das drogas. Cabe a nós que cremos, portanto, anunciar à todos que a Luz está bem perto, muito mais perto do que se possa imaginar.

Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. (Salmos 127:1)

Deus abençoe todos abundantemente
Paulo Roldão

domingo, 18 de outubro de 2009

NASCER DE NOVO !


Disse Jesus :“Quem não nascer de novo não pode ver o reino de Deus” (João 3.3) e acrescentou: “Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus” (João 3.5) e arrematou: “Importa-vos nascer de novo” (João 3.8). Nenhum indivíduo pode entrar no céu sem o novo nascimento.Essa é uma condição indispensável. O que vem a ser, pois, o novo nascimento?

O que é o novo nascimento

O novo nascimento não é algo que fazemos para Deus, mas o que Espírito Santo faz em nós e por nós. Nicodemos foi ao encontro de Jesus, de noite, e perguntou-lhe: “Mestre, sabemos que és vindo da parte de Deus porque ninguém pode fazer os sinais que tu fazes se Deus não for com ele” (João 3:1,2). Nicodemos era um homem rico, culto e religioso. Ele era fariseu e membro do Sinédrio. Tinha conhecimento, poder e influência. Tinha uma vida ilibada e guardava muitos preceitos da lei. Mas, essas coisas não eram suficientes para sua salvação, ele precisava nascer de novo.

Também Nicodemos tinha um relativo conhecimento de Cristo. Ele sabia que Jesus era vindo de Deus, que tinha uma singular capacidade de ensinar e fazer milagres e ainda, ele tinha convicção de que Deus estava do seu lado. Mas essas informações, mesmo sendo verdadeiras, não foram suficientes para dar-lhe a salvação, ele precisava nascer de novo. Não se alcança o novo nascimento através de ritos, cerimônias e práticas religiosas. Ninguém entra no céu por pertencer à uma família cristã ou por freqüentar uma igreja evangélica. Ninguém é salvo porque guarda determinados preceitos religiosos. Não se obtém a vida eterna por ter determinadas informações corretas a respeito de Deus e das Escrituras. Nicodemos era um mestre (João 3.10). Ele era um especialista nas Escrituras, mas não estava salvo. Faltava-lhe o novo nascimento.

O novo nascimento é uma obra do Espírito Santo. Nascer de novo é nascer de cima,do alto, do Espírito. Destaco três aspectos importantes sobre o novo nascimento.

Em primeiro lugar, o novo nascimento é produzido pela Palavra. Isso é o que Jesus quis dizer com nascer da água (João 3.5). A água que nos purifica não é a água do batismo, mas a água da Palavra (Ef. 5.26). A fé vem pelo ouvir a Palavra (Rm 10.17). Somos gerados pela divina semente da Palavra (1Pe 1.23). Quando ouvimos a Palavra, a divina semente germina dentro de nós, produzindo uma nova vida.

Em segundo lugar, o novo nascimento é produzido pelo Espírito Santo. O Espírito Santo é o agente do novo nascimento. Somos salvos pelo lavar regenerador do Espírito Santo (Tt. 3.5). Ele implanta em nós o princípio da nova vida e então, somos gerados de novo. Essa ação do Espírito Santo é invisível, porém perceptível. É como o vento que você não sabe donde vem nem para aonde vai, mas percebe seus efeitos (João 3.8). O Espírito é livre e soberano nessa ação salvadora. Ele é como o vento. Ele sopra aonde quer. A salvação é uma obra exclusiva e soberana de Deus. Ninguém pode determinar onde o vento do Espírito vai soprar e ninguém pode deter o vento quando ele sopra.

Em terceiro lugar, o novo nascimento é produzido do sacrifício vicário de Cristo. Assim como Moisés levantou a serpente no deserto, Jesus foi levantado na cruz. Assim como os israelitas foram curados da mordedura das serpentes abrasadoras quando olharam para a serpente de bronze, assim também aqueles que, inoculados pelo veneno mortal da antiga serpente, satanás, olham com fé para Jesus são perdoados de seus pecados e recebem o dom da vida eterna (João 3.14-16).
Você já nasceu de novo?
Saiba que esta é uma condição indispensável para entrar no Reino de Deus!

Deus abençoe todos abundantemente
Paulo Roldão

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O ESTADO LAICO AMEAÇADO


Nosso país já adotou o Estado Confessional no período do Brasil-Colônia, de 1500 a 1824, e no Brasil-Império, de 1824 a 1891, quando a Religião Católica era oficial, como é ainda hoje em lugares como na Argentina, ou na Inglaterra onde a religião Anglicana é oficial, e em países Islâmicos, os quais consideram a opção religiosa até para efeitos de cargos no serviço público, ou em Estados onde se vive o Ateísmo como ideologia oficial.

O princípio da Separação Igreja-Estado, vigente em nosso sistema constitucional desde 1891, e mantido na Carta Magna de 1988, que fundamenta o Estado Laico, ou seja, o Estado sem religião oficial, é uma das maiores conquistas da humanidade, eis que este tipo de construção jurídica, que nosso país herdou da visão francesa, “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” , é exatamente o meio termo, entre o Estado Ateu e o Estado Confessional.

No Estado Ateu impõe-se que a religião deve ser negada e perseguida pelos órgãos oficiais, numa visão unicamente materialista da vida, e com proibições para que os cidadãos possam expressar sua fé de forma pública, na perspectiva de que Deus é uma criação da mente humana e deve ser apagada das esferas sociais, sendo as pessoas incentivadas a buscar o relacionamento numa ótica tão somente humanística e existencial.

Já no Estado Confessional há uma espécie de confusão entre os órgãos da administração pública, os poderes executivo, legislativo e judiciário, que são as representações do Estado, e uma determinada religião, sendo esta a religião oficial, pelo que deve ser obrigatoriamente seguida por todos os cidadãos, sendo proibida a opção por qualquer manifestação espiritual que não seja aquela que é professada pelo Governo, para todos os efeitos legais.

Desta forma, o Estado Laico é o que proporciona o equilíbrio do exercício de fé entre os cidadãos, seja porque não persegue ou proíbe qualquer manifestação religiosa, seja porque não adota oficialmente através de seus órgãos representativos qualquer opção espiritual em detrimento das demais, ao contrário, com base na Constituição Federal de 1988 é dever do Estado proteger todas as confissões religiosas, inclusive cidadãos ateus e agnósticos.

Por isso, a conquista deste Estado Laico, em nível constitucional, apesar de todas as suas imperfeições, especialmente na manutenção dos diversos feriados religiosos, (Católicos) e ainda, na tolerância de símbolos místicos em prédios e repartições públicas, é um marco legal que não deve ser flexibilizado de forma alguma, exatamente porque ele é a garantia jurídica da convivência pacífica entre os religiosos brasileiros de todos os matizes de fé.

A Constituição Federal de 1988 cita em seu, artigo 19, “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – Estabelecer cultos religiosos,

subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público; [...]”, e sobretudo no artigo 5º - Cláusula Pétrea -, incisos VI, VII e VIII.

A CNBB (Conselho Nacional dos Bispos Brasileiros), diz que só se manifestará sobre o Acordo Jurídico, firmado pelo Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, em novembro de 2008, com o Papa Bento XVI, na Cidade do Vaticano, sede da Igreja Católica Romana, após a ratificação do Congresso Nacional, à quem compete constitucionalmente transformar este “Protocolo de Intenções” em Tratado Internacional vigente em todo o país, concedendo ao Grupo Religioso Católico, privilégios legais.

Este Acordo se aprovado pelo órgão que a Constituição em seu artigo art. 84, inciso VIII, concede poderes específicos para homologá-lo, anulará de forma definitiva o Princípio da Igualdade constitucional das religiões em nosso país, eis que todas as confissões de fé, independente do histórico, quantidade de seguidores, poderio econômico, tamanho do patrimônio etc, são igualadas pelas normas legais, e ameaça de forma objetiva o princípio constitucional da Separação Igreja-Estado, um dos fundamentos da República Federativa do Brasil.

Se o Congresso Nacional ratificar este Novo Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil, restara tão somente as lideranças religiosas impetrar uma ADI - Ação Declaratória de Inconstitucionalidade do Acordo Jurídico junto ao STF - Supremo Tribunal Federal, o qual é o único órgão que poderá manter o princípio da Separação Constitucional Igreja-Estado, resguardando a Laicidade do Estado brasileiro conquistado na Constituição Republicana de 1891.

Deus abençoe abundantemente todos
Paulo Roldão