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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A PERSEGUIÇÃO TRAZ EXPERIÊNCIA


Para a família da Fé!

Estamos travando uma guerra e já sabemos qual será o seu resultado final. Nossa vitória é certa. Não somos aotossuficientes, nem intócaveis. Somos frágeis como todo ser humano, a diferença é que em nós habita o Eterno. Sua Palavra não pode voltar atrás, ser invalidada ou revogada. Estamos seguros porque ela se cumpre. A Palavra de Deus manifesta o caráter dEle, não pode haver falha. O Senhor Jesus disse: "Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão" |(Mateus 24:35).

Por que Deus permite tantas lutas, tribulações, provações e injustiça? Por que vemos injustos saindo livres, e os justos sendo difamados? Deus permite que Seus servos venham passar por tribulações para o bem deles. Ninguém gosta de passar por tribulações. Contudo, é ela que produz perseverança, consistência e firmeza. A perseverança produz experiência; quanto mais atribulados, mais experientes. Nem mesmo toda a Bíblia serve para nos dar experiência. Os jovens têm a beleza exterior, porém são os mais velhos que possuem a beleza interior, ou seja, a experiência que faz a diferença. Na luta pela vida, a experiência é que conta, não a beleza. Deus permite que passemos por tribulações para que venhamos ser perseverantes, o que nos dá condições de mantermos a nossa fé e nos dá a experiência, que, por sua vez, produz a esperança.

Fico muito preocupado quando não há perseguição, tribulação ou dificuldades, pois tendemos à acomodação, típica da natureza humana. Simplesmente ficamos curtindo as conquistas do dia-a-dia. No entanto, as tribulações nos obrigam a lutar, orar, jejuar, vigiar e ficar mais atentos para não perdermos a visão da Fé. Cada um tem sua experiência com sua própria tribulação. Em vez de ficarmos lamentando, choromingando, devemos dar graças a Deus, pois "Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus..." (Romanos 8:28).

Como saberemos que Deus existe e é conosco se não passarmos por tribulações? Seu poder tem de se materializar de alguma forma e isso acontece quando Ele nos livra de uma situação crítica. Depois da tempestade vem a bonança, a alegria. " Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã" (Salmos 30:5).

Vamos dar as mãos, unir nossos corações, nossa Fé, formar uma frente dos tribulados. Vamos orar, juntar nossas forças, jejuar mais e buscar as promessas de Deus. Não vamos nos deixar abater, nem ficar abalados. Todas as acusações são apenas para o nosso bem. Vemos a Grandeza de Deus quando somos injustiçados, perseguidos e caluniados pelos nossos acusadores. Somos bem-aventurados por causa disto. Estamos juntos nesta Fé.

O mesmo Deus que livrou Daniel da cova dos leões, livrou Sadaque, Mesaque e abdenego daquela fornalha sete vezes mais quente que o de costume e livrou Davi das mãos de Golias é o Deus que temos crido e levado às pessoas. Quem Crê nEle recebe o livramento.
Quem não crê, fica sozinho, abandonado. Então, nós que confiamos nesse Poder, damos graças a Deus.

Deus abençoe todos abundantemente
Paulo Roldão

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O VERDADEIRO CONFLITO


Como a maioria das pessoas do mundo, durante muitos anos pensei que o conflito entre árabes e israelenses era uma disputa territorial. Eu achava que a questão tinha algo a ver com pessoas perdendo e querendo terras, sentindo-se despejadas, privadas de seus direitos.

Recentemente, comecei a pesquisar sobre o terrorismo, a Arábia Saudita e o islamismo, e consegui reunir evidências espantosas de que tudo aquilo em que eu acreditava no passado não podia estar mais longe da verdade.

O fato é que o conflito entre árabes e israelenses é uma luta entre muçulmanos e judeus. Além disso, ele é só uma pequena fração de um conflito muito mais amplo entre o islã e todas as outras religiões e países que prezam a liberdade religiosa. Trata-se de uma luta que envolve hordas de fanáticos intolerantes e ignorantes que estão determinadas a converter o mundo ao que consideram a única fé verdadeira: o islamismo.

Tive minha primeira suspeita de que o problema era esse quando comecei a ler livros sobre a Arábia Saudita. Você sabia que é crime ter uma Bíblia na Arábia Saudita, e que as pessoas vão para a cadeia por isso?

Você sabia que lá ninguém pode comemorar o Natal ou a Páscoa, e que nenhuma igreja, seja qual for sua denominação, pode ser construída ali (uma sinagoga, então, nem se fala)? Você sabia que é proibida a entrada de judeus na Arábia Saudita e que tudo que é de origem judaica é rejeitado?

Você sabia que ali os que praticam o islamismo segundo a tradição xiita também são considerados criminosos e sofrem perseguição?

Por outro lado, a Arábia Saudita tem usado a riqueza que conseguiu vendendo petróleo aos Estados Unidos para construir luxuosas mesquitas em lugares do mundo onde há pouquíssimos muçulmanos. Foi o que Peter Theroux (que, certamente, não é nenhum amigo de Israel) escreveu em seu livro Sandstorms:

"Na Arábia Saudita, até mesmo os muçulmanos menos praticantes medem questões de poder e influência em termos religiosos – de outro modo, por que motivo o governo gastaria fortunas imensas construindo mesquitas suntuosas em lugares onde quase não existem muçulmanos? Trata-se de uma forma sutil e informal de demarcar território. Em 1984, quando a cidade de Roma decidiu conceder licença para a construção de uma mesquita perto da Santa Sé, a imprensa de Riad publicou artigos sarcásticos, elogiando essa ‘tanazul’ (capitulação ou rendição) por parte de Roma e do Vaticano. Com uma satisfação perversa, eles diziam que a Europa e todo o mundo cristão tinham-se submetido ao poderio islâmico".

Ao contrário dos santuários de quase todas as outras religiões do mundo, onde os visitantes de outra fé são bem recebidos, as cidades muçulmanas de Meca e Medina são proibidas a qualquer um que não pratique o islamismo.

O desejo do mundo islâmico de dominar Jerusalém tem uma única razão: a intolerância dos muçulmanos. Antes de Israel assumir o controle da Cidade Velha, em 1967, ela era fechada aos fiéis judeus.

A explosão da violência no Paquistão, na Indonésia e em partes da África também está sendo mostrada pela imprensa como tendo origem em disputas territoriais. Mas qualquer um que não seja cego vê que, na realidade, o que está acontecendo nesses lugares são confrontos de muçulmanos contra hindus, muçulmanos contra cristãos, muçulmanos contra qualquer um que não seja muçulmano.


De todos os tipos de liberdade que prezamos no Ocidente, nenhuma é mais preciosa que a liberdade de religião. Imigrantes muçulmanos estão usando essa liberdade e os petrodólares sauditas para construir um império islâmico que irá ameaçar a tolerância religiosa no Ocidente. Já podemos ver os resultados com o crescimento do anti-semitismo na Europa, liderado por muçulmanos que atacam judeus, queimam sinagogas e têm as escolas religiosas na mira.

Em Israel, a transferência da parte cristã de Belém para as mãos dos muçulmanos causou a destruição da comunidade cristã e a profanação de um de seus mais sagrados santuários, a Igreja da Natividade, que foi violada por atiradores palestinos, teve suas peças valiosas saqueadas e depois sofreu atos de vandalismo.

Quando o Ocidente pressiona Israel para que permita aos muçulmanos demarcarem mais territórios, ele está recompensando-os por seus crimes contra a humanidade.

A esta altura, os muçulmanos já perderam os padrões de decência e levaram todo o mundo civilizado a abaixar seus níveis, convencendo as assim chamadas pessoas inteligentes e de boa moral a aceitarem verdadeiros absurdos, como os massacres em supermercados, os bombardeios de playgrounds, as explosões de ônibus escolares, os carrinhos de bebê voando pelos ares, as vovós assassinadas e os atentados a bomba nas noites de Seder, considerando-os como uma parte legítima de alguma equação moral onde são sempre os muçulmanos que têm motivos de queixa compreensíveis e aceitáveis.

"Os israelenses assassinaram meu irmão", explicam eles depois de matar um bebê, esquecendo de mencionar que o parente morto pertencia à Fatah, ou à Jihad Islâmica ou ao Hamas. E é assim que a imprensa noticia o fato. O israelense ou colono (o bebê no carrinho) contra o jovem idealista que se juntou a um grupo extremista e está disposto a dar a própria vida por... você escolhe. Serve qualquer palavra que soe bem aos ouvidos sensíveis do Ocidente. Com o sucesso desse tipo de propaganda, atos bárbaros se tornam mais digeríveis com o apoio dos apologistas da imprensa, ajudando o mundo ocidental a mergulhar em sua própria espécie de suicídio moral e se preparar para um tempo não muito distante em que os padrões da Arábia Saudita tornar-se-ão os nossos.


Cada centímetro quadrado de terra que Israel entrega representa uma nova vitória dessa visão muçulmana, dando mais força à sua megalomania. Cada concessão que a nação de Israel é obrigada a fazer, instigada pelo mundo ou por sua própria liderança insensata, fortalece a resolução egoísta dos muçulmanos de expandirem o teatro de suas conquistas e de transformarem o mundo numa prisão odiosa como Riad e Djedá. Nesses lugares, as mulheres são como fantasmas negros, impossibilitadas de trabalhar, dirigir ou sair de casa sem a permissão de seus maridos ou pais; lugares onde a música, os cinemas e os teatros são proscritos e onde adorar a Javé ou Jesus é crime punido com a prisão.

Se Israel deixasse de existir, não haveria paz. Isso apenas aumentaria o apetite dos muçulmanos para abocanhar o próximo país, e mais um, e mais um, até alcançar sua visão de um só deus e um só profeta, isto é: o deus dos muçulmanos, Alá, e seu profeta, Maomé.

Aqueles de vocês que insistem que Israel deve fazer concessões, deveriam colocar as barbas de molho e pensar no dia de amanhã. (algumas informações, foram extraídas de www.NaomiRagen.com - http://www.beth-shalom.com.br - NaomiRagen é escritora Israelense.

Deus abençoe todos abundantemente

Paulo Roldão

domingo, 13 de setembro de 2009

VENCENDO O NOSSO INIMIGO !


"Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus. Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida" (Ap 12.10-11).

Essa passagem fala, em princípio, do tempo da Grande Tribulação, e se refere àqueles que saem dela como vencedores. Contudo, nesses versículos também podemos aprender alguns princípios para a vida em nossa época. Todos que crêem em Jesus Cristo se defrontam com o mesmo acusador, e só podemos vencê-lo da maneira como lemos nessa passagem.


Quem é nosso adversário na batalha espiritual?


Em Apocalipse 12.9, o inimigo é descrito da seguinte maneira: "...o grande dragão, a antiga serpente, que se chama Diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo..." Ele é o acusador, que nos acusa de dia e de noite diante de Deus. Com olhar maligno ele nos observa em tudo que fazemos ou deixamos de fazer e se empenha ao máximo para poder nos acusar constantemente diante de Deus.


A tática de Satanás é a mesma de sempre: primeiro ele faz com que pequemos com facilidade, e depois torna o perdão muito difícil.


A situação de muitos crentes hoje em dia não é nada fácil. No mundo espiritual estão acontecendo muitas coisas, pois Jesus voltará em breve. Por isso também sentimos o aumento das tribulações em nosso espírito. A maldade dos tempos finais aumenta, e esses ventos também chegam às portas dos cristãos. Muitos têm se queixado de depressão, melancolia, estado de irritação e desânimo – outros sentem-se cansados, miseráveis e não têm mais capacidade para nada. As acusações mútuas, assim como as auto-acusações, têm aumentado. Muitos estão prestes a resignar. As tentações de todo tipo quase não podem ser mais superadas. Tudo isso acontece porque o Senhor virá em breve, e a influência demoníaca em nosso mundo tem aumentado.


O caminho da vitória


Justamente diante das crescentes tribulações em nossos dias, é necessário vencer triunfalmente o inimigo no dia-a-dia. Em Apocalipse 12.11 nos é mostrado claramente o caminho triplíce para isso: "Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida".


1. Pelo sangue do Cordeiro


"Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro..." Diante do sangue do Cordeiro, o diabo tem de parar. Ali ele está vencido. Ali qualquer acusação perde seu peso.


É muito importante que nos firmemos no perdão que nos foi outorgado, que creiamos firmemente nele e nos gloriemos no sangue de Jesus. O sangue de Jesus Cristo derramado no Calvário é o poder que rasgou e cancelou a nossa nota promissória (Cl 2.14). Uma dívida que foi liquidada por ter sido paga não pode mais ser utilizada como acusação contra nós.


2. Por causa da palavra do testemunho que deram


"Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram..." A Bíblia Viva diz: "Eles o derrotaram pelo sangue do Cordeiro e pelo testemunho deles; pois não amaram as suas vidas, mas as entregaram a Ele."


Não apenas é importante confiar no sangue de Jesus e conhecer o seu poder, mas também aplicá-lo no testemunho. Em outras palavras: a vitória sobre o inimigo acontece baseada na morte de Cristo e em nosso testemunho a respeito do valor dessa morte. Precisamos saber que o poder está sempre na Palavra de Deus. No momento em que reivindicamos a Palavra de Deus para nós, o sangue de Jesus torna-se eficaz. É como no caso de uma herança que você recebeu de presente. Para que o inimigo não mais possa reivindicá-la e a herança passe a ser sua ou se torne eficaz para você, é preciso um testamento escrito. Esse documento com a assinatura do testador lhe garante a herança. Nenhuma outra pessoa pode reivindicar ou tirar-lhe esta herança. Todas as acusações ricocheteiam quando confrontadas com a Palavra de Deus. A respeito, um relato interessante:

O porteiro de um hotel lia muito em sua Bíblia, principalmente durante a noite. Quando não a estava usando, ele a carregava sempre no bolso sobre o peito. Um dia ele foi assaltado. O delinqüente atirou nele – mas a bala, que estava destinada ao seu coração, ficou cravada na sua Bíblia. A Bíblia salvou a sua vida!

Quando somos assaltados por tentações ou quando o inimigo nos acusa, fazemos bem em buscar a Palavra de Deus. Davi orou: "Ao meu coração me ocorre: Buscai a minha presença, buscarei, pois, Senhor, a tua presença" (Sl 27.8). O Senhor Jesus nos anima a orar com base na Palavra de Deus e a confiar nela: "Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco" (Mc 11.24). É uma honra para Deus se confiamos na Sua Palavra, e da nossa parte trata-se de expressão da nossa fé. Consideremos a Sua Palavra como verdade (Sl 119.142).


3. Por estarem crucificados juntos com Ele


"Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida". Para alcançarmos uma vitória real, devemos, sem dúvida, entregar nossa própria vida. Ao seguirmos o Cordeiro de Deus, o amor a nós mesmos é o maior empecilho no trabalho para o Senhor. Muitas brigas, intolerância, acusações e irritação só se manifestam porque ainda amamos tanto a nossa própria vida.

Os crentes mencionados em Apocalipse 12.11, "...mesmo em face da morte, não amaram a própria vida." O caminho após o Cordeiro é um caminho de morte. É o mais difícil, mas também o mais frutífero. A morte de Jesus produziu o maior fruto (comp. Is 53.11-12). Por isso a essência do discipulado é tornar-me semelhante a Jesus em Sua morte (Fp 3.10).
Porém, como pode ser trágico quando filhos de Deus não seguem o caminho após o Cordeiro integralmente. Se seguem a Jesus pela metade, de uma maneira desleixada, isso produz um grande peso tanto para eles como para o meio em que vivem. Através de coisas insignificantes, por ninharias, o velho inimigo consegue prendê-los repetidamente. Por isso o profeta Jonas, que no início não quis seguir o caminho da obediência total, clamou na barriga do grande peixe: "Os que observam as falsas vaidades deixam a sua misericórdia" (Jn 2.8, Ed. Corrigida e Revisada). E o apóstolo Paulo testemunha em sua segunda carta a Timóteo: "Fiel é a palavra: Se já morremos com ele, também viveremos com ele" (2 Tm 2.11). Aos cristãos de Roma ele escreveu: "Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis" (Rm 8.13). Por isso somos conclamados: "Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria" (Cl 3.5).

Resumindo: A vitória sobre a maldade dos tempos finais, o caminho da vitória, a conquista da vitória na vida espiritual consiste única e exclusivamente em seguir a Jesus de maneira absoluta. E essa caminhada se apóia na obra consumada por Jesus na cruz do Calvário (sangue), em um testemunho fiel (confiança e fé) e na disposição de entregar a própria vida à morte (ser crucificado com Cristo). Faça isso, e você vencerá o diabo e todos os seus ataques traiçoeiros!


Deus abençoe todos abundantemente

Paulo Roldão

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

COMO CHEGAR AO CÉU


Muitas pessoas evitam pensar sobre a eternidade. Isso ocorre até com as que refletem a respeito da morte. A eternidade é um assunto que costuma ser colocado de lado. Quando criança, a atriz americana Drew Barymoore representou um dos papéis principais no filme "E.T. – O Extra-Terrestre". Hoje ela está com quase trinta anos e afirmou há algum tempo: "Se eu morrer antes do meu gato, dêem-lhe minhas cinzas para comer. Assim, pelo menos vou continuar vivendo através dele". A ingenuidade e ignorância a respeito da morte realmente são assustadoras! No tempo de Jesus muitas pessoas vinham a Ele, e quase sempre suas preocupações eram de caráter terreno:

Dez leprosos queriam ser curados (Lc 17.13).

Cegos queriam voltar a enxergar (Mt 9.27).

Alguém precisava de ajuda numa questão de herança (Lc 12.13-14).

Os fariseus vieram perguntar se deviam ou não pagar impostos ao imperador (Mt 22.17). Poucas pessoas foram falar com Jesus para saber como ir para o céu. Um jovem rico procurou-O perguntando: "Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?" (Lc 18.18). Jesus disse o que ele deveria fazer: vender tudo o que tinha e segui-lO. Como o jovem era muito rico, não atendeu o conselho de Jesus e perdeu a chance de entrar no céu. Também havia pessoas que nem estavam à procura do céu mas, ao terem um encontro com Jesus, aprenderam acerca da vida eterna, e imediatamente aproveitaram a oportunidade. Zaqueu ansiava apenas ver a Jesus, mas obteve muito mais do que esperava. No final da visita do Senhor à sua casa, Zaqueu encontrou o caminho para o céu. Jesus afirmou: "Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão" (Lc 19.9).

Como alcançamos o céu?

Depois do que vimos, podemos afirmar:

Alcança-se o reino do céu num dia determinado. É bom saber disso, pois você, prezado leitor, também pode receber hoje a vida eterna junto a Deus.

– Ganhar o céu não tem relação alguma com qualquer mérito pessoal.
– O reino dos céus pode ser alcançado sem preparo prévio.

O que realmente nos leva para o céu? Para responder essa pergunta de maneira clara e precisa, Jesus nos contou uma parábola. No Evangelho de Lucas (14.16), Ele fala de um homem [simbolizando Deus] que preparou uma grande festa [simbolizando o céu] e mandou convidar muitas pessoas. As desculpas foram frustrantes: "todos... começaram a escusar-se. Disse o primeiro: Comprei um campo e preciso ir vê-lo... Outro disse: Comprei cinco juntas de bois... E outro disse: Casei-me e, por isso, não posso ir". Jesus encerrou a parábola com a sentença do anfitrião: "Porque vos declaro que nenhum daqueles homens que foram convidados provará a minha ceia" (Lc 14.24). Esse exemplo mostra que é possível ganhar o céu ou perdê-lo. O que decide a questão é aceitar ou rejeitar o convite. Poderia existir uma maneira mais fácil? Certamente não! Muitas pessoas não ficarão fora do céu por não terem conhecido o caminho que leva até lá, mas por terem rejeitado o convite que Deus lhes fez. Não devemos seguir o que fizeram os três convidados da parábola, que deram desculpas para não comparecer à festa! Ela deixou de ser realizada por causa disso? É claro que não! Depois de ouvir as recusas de seus convidados de honra, o dono da casa mandou convites para todos. Dessa vez os convites não foram sofisticados. Os novos convidados ouviram uma convocação singela: "Venham!" Todos que aceitaram o convite tiveram lugar garantido na festa. E o que aconteceu? Os convidados apareceram? Sim, as pessoas vieram em massa! Após algum tempo, o dono da casa ficou sabendo que ainda havia lugares vazios. Então ele disse a seu servo: "Saia novamente! Continue a convidar! Vamos comparar essa parábola à nossa vida, pois ela tem muitos paralelos com a situação em que vivemos. Ainda há lugares vazios no céu, e Deus diz a você:

"Venha, e tome o seu lugar no céu! Seja sábio. Faça sua reserva para a eternidade. Faça-a ainda hoje! O céu é de uma beleza inconcebível. Por isso, o Senhor Jesus compara-o com uma festa. A Primeira Carta aos Coríntios (2.9) diz: "Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam". Não há nada, absolutamente nada nesta terra, que possa ser comparado ao céu, tamanha é sua beleza! De maneira alguma devemos perder a chance de ir para o céu, pois ele é precioso demais! Alguém nos abriu a porta: foi Jesus, o Filho de Deus! É graças a Ele que temos acesso à eternidade. Agora a decisão é nossa. Só quem for ignorante como os homens da parábola deixará de aceitar o convite. A salvação acontece através do Senhor Jesus. Em Atos 2.21 lemos algo muito importante: "E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo". Essa é a verdade suprema do Novo Testamento. Quando estava na prisão em Filipos, Paulo resumiu o essencial nas poucas palavras que falou ao carcereiro: "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e tua casa" (At 16.31). Essa mensagem é curta mas tem poder decisivo e transformador para quem a aceita. Naquela mesma noite o carcereiro se converteu. Do que Jesus nos salva? Precisamos saber que Jesus nos salva do caminho que acaba na perdição eterna, no inferno. A Bíblia diz que os homens viverão eternamente – ou no céu, ou no inferno. Um desses lugares é maravilhoso, o outro é horrível. Não existe um terceiro lugar. Após a morte, ninguém mais dirá que tudo acabou quando fechou seus olhos aqui na terra. Nosso destino eterno é decidido pela nossa atitude diante de Jesus. A nossa eternidade depende de uma só pessoa, Jesus Cristo – e do nosso relacionamento com Ele!

Inferno de verdade

Existe na Polônia para visitação pública o campo de concentração de Auschwitz, que foi palco das piores atrocidades durante o Terceiro Reich. Entre 1942 e 1944 mais de 1,6 milhões de pessoas, na maioria judeus, foram assassinadas e incineradas nas suas câmaras de gás. A literatura fala do "Inferno de Auschwitz". Fiquei pensando sobre essa expressão. Auschwitz foi um horror inconcebível. Mas será que ali já era o inferno? Hoje os visitantes encontram as câmara de gás vazias, agora fora de uso, pois felizmente o terror de Auschwitz acabou em 1944. As câmaras de gás de Auschwitz tinham caráter temporário. O inferno da Bíblia é eterno. No hall de entrada do museu de Auschwitz um desenho mostrando uma cruz, chama a atenção. Com um prego, um dos prisioneiros havia riscado na parede sua mensagem de esperança no Jesus crucificado. Esse artista anônimo também morreu na câmara de gás, mas ele conhecia o Salvador Jesus. O lugar onde ele morreu era horrível, mas o céu estava aberto esperando-o. Quando alguém tiver chegado ao inferno, a respeito do qual o Senhor Jesus adverte tão insistentemente no Novo Testamento (Mt 7.13; Mt 5.29-30; Mt 18.8), não haverá chance de escapar. Como o inferno é eterno – ao contrário de Auschwitz – nunca teremos a possibilidade de visitá-lo como se visita um lugar turístico, entrando e saindo quando quisermos.

O inferno é para sempre. Mas o céu também é eterno. É para esse lugar que Deus quer nos levar. Por isso, aceite o convite. Invoque o nome do Senhor e faça ainda hoje sua reserva no céu! Depois de um culto, uma agitada senhora me questionou: "Será que é mesmo possível fazer reserva no céu? Isso parece uma agência de turismo!" Eu concordei: "Quem não faz reserva não chega lá. Se a senhora quiser ir ao Havaí, também vai precisar de uma passagem". Ela retrucou: "Mas é preciso pagar a passagem, não é?" – "Sim, é claro! A passagem para o céu também é paga, com a diferença de que nenhum de nós tem condições de arcar com seu preço. Ele é alto demais. Nosso pecado impede que cheguemos ao céu. Deus não admite pecado no céu. Quem quiser passar a eternidade com Deus precisa ser liberto do seu pecado enquanto vive aqui na terra. Essa libertação só pode acontecer através de alguém sem pecado – e essa pessoa é Jesus Cristo. Ele é o único que pode pagar o preço. E Ele o pagou com Seu sangue, através da sua morte na cruz". Agora, você deve estar se perguntando: O que devo fazer para entrar no céu? Deus estende o convite de salvação a todos. Muitas passagens da Bíblia nos convidam com insistência a obedecer ao chamado de Deus: "Esforçai-vos por entrar pela porta estreita" (Lc 13.24).

– "Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus" (Mt 4.17).

– "Toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado" (1 Tm 6.12).

– "Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa" (At 16.31).

Esses são convites insistentes. Os textos bíblicos são sérios e determinados. Agimos com coerência quando respondemos ao convite de ir para o céu com uma oração mais ou menos como esta:

Senhor Jesus, hoje eu li que só posso chegar ao céu através de Ti. Quero estar contigo no céu. Por isso, salva-me do inferno, que eu mereço por causa de todos os pecados que cometi. Sei que me amas, que morreste na cruz por mim e pagaste pelos meus pecados. Tu conheces todos os meus pecados – desde a minha infância. Conheces todos os que lembro e os que já esqueci. Sabes o que move o meu coração. Sou como um livro aberto diante de Ti. Assim como sou, não posso entrar no céu. Peço-te: perdoa meus pecados. Do fundo do meu coração, lamento por tudo de errado que fiz na vida. Entra em meu coração, restaura minha vida e renova-me completamente. Dá-me forças para deixar tudo o que não é certo e transforma meu modo de viver. Ajuda-me a entender a Tua Palavra, a Bíblia. Faze-me compreender o que queres me falar e dá-me um coração obediente para que eu faça o que Te agrada. De agora em diante, serás o meu SENHOR. Quero Te seguir. Mostra-me o que devo fazer em todas as áreas da minha vida. Agradeço por ouvires e atenderes minha oração. Agradeço por ser Teu filho e pela certeza de um dia estar contigo no céu.
Amém.

Deus abençoe todos abundantemente
Paulo Roldão