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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

O PERFIL MORAL PARA O POLÍTICO




A estrutura pública foi reconhecida pelo próprio Jesus Cristo quando disse: “Daí, pois, a Cezar o que é de Cezar e a Deus o que é de Deus”. (Mt. 22:21). Quando levaram uma pecadora perante o Senhor Jesus, evitando o confronto, sem descumprir a lei, ele proferiu: “Aquele que dente vós não tiver pecado, atire a primeira pedra” (Jo. 8:7). Com isso demonstrou buscar o consenso e a paz social com sabedoria.

Para que haja a paz social, todos devem cumprir as leis, que são influenciadas pelos valores de quem as elabora e as vota. Leis elaboradas e aprovadas por pessoas de bons princípios são mais benéficas à coletividade. Lamentavelmente , por vezes, o povo, de boa fé, escolhe seus representantes enganados por técnicas de marketing com campanhas financiadas por recursos de origem duvidosa ou por grandes empresários que cobrarão a conta. Os valores em jogo não são morais, mas financeiros.

Para confrontar esse quadro vergonhoso na política, em que se desperdiçam os recursos públicos enquanto a população tem fome, não tem educação de qualidade, falta segurança, falta recursos para a saúde, é necessário que estejam ocupando os cargos públicos no executivo e legislativo pessoas que tenham condições de enfrentar a sedução da corrupção e que não tenham valores morais frágeis, frouxos ou elásticos. É necessário que tenhamos políticos incorruptíveis e que haja verdadeiramente amor pelo próximo.

O sábio rei Salomão, entendido de administração pública e de poder político afirmou que “Quando se multiplicam os justos, o povo se alegra, quando, porém domina o perverso, o povo suspira.” (Pv. 29:2) É exatamente o que esta acontecendo há tanto tempo em diversas partes do nosso pais, onde os ensinamentos de Cristo são desprezados.

Religiões não tem solução para os problemas sociais, pois cada brasileiro tem a sua e a corrupção continua. Os cientistas sociais desenvolvem estudos profundos na busca de soluções para as graves questões que afetam à sociedade, mas obtém sucesso muito limitado. O progresso cientifico-tecnológico é usado tanto para o bem, quanto para o mal. As idéias proliferam de forma rápida. A imprensa cerca por todos os lados visando dar maior transparência às ações públicas. A tecnologia aumenta a eficácia dos instrumentos do Estado que buscam combater os criminosos, mas nada disso tem coibido de forma eficiente a corrupção. Embora tenham dado a sua contribuição, todos os instrumentos e métodos acima não mudam o caráter dos políticos e administradores, pois a grave deficiência encontra-se nos valores.

Muitos políticos profissionais baseiam-se na premissa de Maquiavel, de que os políticos que mais se destacam são aqueles que pouco se preocupam em honrar suas promessas e por isso prometem qualquer coisa, inclusive o que não lhes cabe fazer como legisladores. O homem com bons princípios, entretanto, tem compromisso com a verdade. Visto que é próprio da política não ter vínculos morais e valores éticos rígidos e bem definidos. Só resta ao povo a escolha de pessoas para ocuparem cargos públicos eletivos que, antes de se envolverem diretamente com a política, demonstrem que sejam dignas; antes de obterem poder, demonstrem que não possuem sede dele; antes de terem muito, tenham dividido o seu pouco; antes de prometerem ser féis no poder, que tenham sido fiéis fora dele; antes de terem compromissos com homens, tenham acima de tudo e além de tudo compromisso com Deus.

Deus abençoe abundantemente a todos
Paulo Roldão

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